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Registros mostram que delatores da JBS foram à sede da PGR

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Da Redação

 

Registros mostram a entrada de representantes da JBS na sede da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, antes das gravações secretas feitas com o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

O jornal “Folha de S. Paulo” obteve os dados por meio da Lei de Acesso à Informação, que confirma que a primeira reunião da JBS com a Procuradoria ocorreu em 2 de março deste ano.

Contudo, as informações foram solicitadas ainda na gestão de Rodrigo Janot, em 4 de julho. No dia em que anunciou que o acordo dos delatores estava em xeque, Janot afirmou que a negociação só havia começado em 27 de março.

“[Antes] Nenhum dos atuais colaboradores, direta ou indiretamente, haviam buscado tratativas com a PGR para iniciar negociação de acordo penal”, escreveu o ex-procurador-geral no documento que pedia a abertura de investigação sobre a participação de Miller.

Isto significa que nem todos os encontros dos delatores Joesley Batista, Ricardo Saud, Francisco Assis e Silva e o ex-procurador Marcello Miller foram registrados pela PGR.

De acordo com o jornal, em alguns casos, o acesso teria sido feito pela garagem e sem o registro habitual por solicitação do gabinete de Janot.

A presença de Joesley, por exemplo, não aparece nos registros. Já Saud teve seu nome anotado apenas uma vez, em abril.

Por outro lado, Miller, que era procurador ainda em função durante o mês de março, teve entrada anotada em duas datas, 11 e 18 de abril, quando o pré-acordo de delação já estava assinado e o de leniência, em discussão.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Notícias Ao Minuto

Foto: Reuters / Adriano Machado

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Sargento Reginauro defende aprovação do Estatuto da Vítima

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O senador Sargento Reginauro (PSDB-CE) defendeu, em pronunciamento na quarta-feira (13), a aprovação do projeto de lei que institui o Estatuto da Vítima. O parlamentar afirmou que o PL 3.890/2020, pode ampliar a proteção e a assistência às pessoas atingidas pela violência e destacou a situação de vítimas do crime organizado no Ceará. A proposta foi aprovada em julho pela Comissão de Segurança Pública (CSP) e seguiu para o Plenário do Senado. 

Reginauro relatou casos de moradores que, segundo ele, são obrigados por facções criminosas a deixar suas residências e de comerciantes que fecham estabelecimentos por imposição desses grupos. De acordo com o senador, as vítimas enfrentam prejuízos materiais e emocionais sem receber assistência adequada do poder público.

— Nós temos pessoas sendo expulsas de suas casas e a Polícia Militar está sendo enviada meramente, em muitos casos, para escoltar caminhões de mudança de cidadãos de bem que estão sendo expulsos por facções. A vítima está sempre em desvantagem, porque ela, além de sofrer com a agressão, além de sofrer com a perda de um ente amado, além de sofrer com a perda do seu bem, sofrer com a perda do seu negócio, ainda se sente completamente desamparada — afirmou.

O parlamentar também citou casos de violência contra a mulher e defendeu maior efetividade das medidas de proteção. Para ele, vítimas que procuram as autoridades nem sempre recebem proteção em tempo hábil.

— O Ceará tem um dos maiores índices de feminicídio do Brasil e, infelizmente, a maioria das mulheres assassinadas já recorreu, já foi até à delegacia, mas não foram protegidas. As leis não chegam até elas, as medidas protetivas não chegam no tempo certo e elas acabam sendo, depois, assassinadas, mesmo relatando que estavam com a sua vida em risco. Esse Estatuto da Vítima chega em boa hora — declarou.



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