Mato Grosso
Programa Nota MT vai sortear R$ 7,6 milhões no próximo ano
Mato Grosso
Da Redação
O Programa Nota MT vai distribuir R$ 7,6 milhões em prêmios durante o ano de 2021. De acordo com o calendário divulgado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz) serão realizados 16 sorteios, entre mensais e especiais. O valor das premiações entregues aos sorteados é de R$ 500 e R$ 10 mil a cada mês e de R$ 50 mil em datas comemorativas.
Distribuídos por mês, os sorteios vão premiar aqueles consumidores que exigirem o CPF nos documentos fiscais emitidos nas compras de bens e mercadorias. Para concorrer também é necessário ser cadastrado no Programa Nota MT.
Em princípio os sorteios mensais estão programados para ocorrerem em Cuiabá. No entanto, se a pandemia da Covid-19 desaparecer, ou estiver sob controle, a partir de meados do ano alguns deles poderão ser realizados em cidades do interior.
Os sorteios serão realizados com base nas dezenas da Loteria Federal, da Caixa Econômica Federal, sempre no mês posterior à emissão do documento fiscal. Por exemplo, os documentos emitidos em janeiro concorrerão aos prêmios sorteados no mês de fevereiro. No caso dos sorteios mensais, sempre na segunda quinta-feira de cada mês. E os sorteios especiais na terceira.
Já nos concursos especiais, o período de referência dos documentos fiscais é o trimestre anterior ao sorteio. Ou seja, no sorteio especial de Carnaval, que acontece em março, estarão concorrendo aos prêmios os documentos emitidos em dezembro de 2020 e nos meses de janeiro e fevereiro de 2021.
Para participação nos sorteios, o cidadão pode pedir o CPF na nota fiscal e no bilhete de passagem eletrônico (BP-e) – emitido nas prestações de serviço de transporte de passageiros. Apenas serão considerados válidos os documentos fiscais autorizados pela Sefaz e com a inclusão do CPF do usuário cadastrado no Programa Nota MT.
O calendário dos sorteios para o ano de 2021 consta na portaria nº 229, publicada no Diário Oficial do dia 10 de dezembro (quinta-feira).

Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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