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Vigilância Epidemiológica orienta população a se vacinar e alerta para risco da volta do sarampo

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Em Mato Grosso não se registra caso de sarampo há 17 anos, mas o surgimento de casos da doença na Venezuela é uma ameaça para o Estado

Da Redação

 

Começou esta semana, e vai até o dia 22 de setembro, a Campanha Nacional de Multivacinação, que terá o sábado, dia 16, como o Dia D, quando todos os postos de saúde municipais vão funcionar o dia todo no País. Em Mato Grosso, os municípios estão preparados com vacina suficiente para atender a população.

“A meta é atingir a cobertura vacinal de 90% do total da população de cada faixa etária para cada tipo de vacina”, informou a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde, Alessandra Moraes.

Atualmente a média de cobertura vacinal é de 70% no estado, apesar de dispor de vacina de rotina nos postos municipais de saúde. “A campanha é dedicada a alertar à população sobre a importância de se prevenir contra doenças que podem ser evitadas por meio da vacina, especialmente a tríplice viral, da qual faz parte a vacina contra o sarampo”, destacou Alessandra Moraes.

A preocupação dos profissionais de saúde aumentou ainda mais com o alerta vindo da Venezuela, que registra casos de sarampo e vive uma situação preocupante com o agravamento da crise social. Parte de sua população está migrando para o Brasil, principalmente para os estados que fazem parte da Região Amazônica.

Os chamados casos importados, trazidos por essa população migrante representa um risco para estados como Mato Grosso, que compõe a Amazônia Legal. Segundo informou Alessandra Moraes, o Estado não registra caso de sarampo desde o ano 2000, mas diante dessa ameaça, a situação é de alerta, dai a importância de a população tomar a vacina contra sarampo (tríplice viral).

De acordo com a Vigilância Epidemiológica os postos de vacinação vão continuar atendendo e aplicando a vacina de forma rotineira após o dia D, 16 (sábado), e é importante levar o cartão de vacina e mantê-lo sempre atualizado.

Confira o calendário de todas as vacinas:

Calendário de vacinas

IDADE VACINAS
Ao nascer – BCG
– Hepatite B
2 meses – Pentavalente 1ª dose (Tetravalente + Hepatite B 2ª dose);

– Poliomielite 1ª dose (VIP);
– Pneumocócica conjugada 1ª dose;
– Rotavírus 1ª dose.

3 meses – Meningocócica C conjugada 1ª dose
4 meses – Pentavalente 2ª dose (Tetravalente + Hepatite B 3ª dose);

– Poliomielite 2ª dose (VIP);
– Pneumocócica conjugada 2ª dose;
– Rotavírus 2ª dose.

5 meses – Meningocócica C conjugada 2ª dose
6 meses – Pentavalente 3ª dose (Tetravalente + Hepatite B 4ª dose);

– Poliomielite 3ª dose (VIP).

9 meses – Febre Amarela
12 meses – Pneumocócica conjugada reforço;

– Meningocócica C conjugada reforço;
– Tríplice Viral 1ª dose.

15 meses – DTP 1º reforço (incluída na pentavalente);

– Poliomielite 1º reforço (VOP);
– Hepatite A (1 dose de 15 meses até 5 anos);
– Tetra viral (Tríplice Viral 2ª dose + Varicela).

4 anos
– DTP 2º reforço (incluída na pentavalente);
– Poliomielite 2º reforço (VOP);
– Febre amarela reforço.
 

 

9-14 anos – HPV 2 doses*;

– Meningocócica C (reforço ou dose única)**.

Adolescentes, Adultos e Idosos – Hepatite B (3 doses a depender da situação vacinal);

– Febre Amarela (1 dose já é suficiente para toda a vida);
– Tríplice Viral (2 doses até os 29 anos ou 1 dose em > 30 anos. Idade máxima: 49 anos);
– DT (Reforço a cada 10 anos);
– dTpa (para gestantes a partir da 20ª semana, que perderam a oportunidade de serem vacinadas).

 

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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