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MP investigará sindicalista em ato de Improbidade

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Reportagem Especial

 

O Ministério Público de Mato Grosso irá investigar denúncia de que o Presidente do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso (Siagespoc), Cledison Gonçalves, cometeu ato de Improbidade Administrativa. Conforme reportagem do site O Mato Grosso – publicada na semana passada – o sindicalista comprou uma chácara na região do Manso com dinheiro dos filiados e teria infringido os Princípios da administração, legitimidade e representatividade sindical, com violação dos deveres de imparcialidade, legalidade e lealdade à organização sindical e afrontado a lei 8.429/92, Lei da Improbidade Administrativa, e ainda afrontado o Regimento Interno do Sindicato dos Investigadores.

Tanto a Lei de Improbidade quanto o Regimento Interno proíbe o presidente de vender alocar ou alienar bens imóveis do sindicato, sem a prévia aprovação pela maioria dos investigadores em assembleia geral da categoria e devidamente registrado em Ata. 

Já à lei de improbidade, em seu artigo 11 afirma que: “Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente: I – praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competência”.

Nesse caso – Cledison – como presidente do Siagespoc não realizou Assembleia geral para poder comprar uma chácara na região do Manso, em Cuiabá. Ao justificar a compra da área no Manso, o sindicalista citou o artigo 44 do estatuto da entidade e afirmou que a categoria outorgou-lhe uma procuração.

Senão vejamos: “…venho lembrá-lo que a categoria de forma democrática me outorgou procuração para assim representá-los”. Ora, ao tentar justificar o injustificável, o presidente do Siagespoc se enrolou mais. A reportagem teve acesso ao estatuto do Siagespoc e no artigo 44 está claro onde afirma que qualquer aquisição, locação ou alienação de bens móveis deve ser aprovada pela categoria em assembleia geral e registrada em Ata.

Além de que, a diretoria da entidade é obrigada a realizar avaliação prévia por instituição habilitada para tal fim. A denúncia contra Cledison está sendo investigada pelo núcleo de improbidade do Ministério Público Estadual, comandado pelo promotor Mauro Zaque.

O procurador Geral de Justiça, Mauro Benedito Pouso Curvo, irá sortear o promotor para cuidar do caso, conforme determina o Princípio da Indisponibilidade em seu artigo 127 da Constituição Federal. O MP já suspeitava das ações feitas pelo sindicalista e deve abrir procedimento investigatório ainda nesta semana. “As denuncias feitas pelo site(O Mato Grosso) são graves e iremos com certeza investigar”, disse um dos membros do Parquet. Os documentos que comprovam a improbidade contra o sindicalista já estão em poder dos promotores.

As condutas praticadas pelo dirigente sindical em razão ou no exercício de cargo e que implicou perda patrimonial da entidade é um ato atentatório contra os princípios da administração, legitimidade e representatividade sindical.

E como tais tipificados como atos de improbidade e passíveis de responsabilização nos termos da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92). O numero do processo para consulta é 000734023/2017.

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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