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Combate ao Aedes Aegypti é permanente em Várzea Grande

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Da Redação

O último boletim de monitoramento das doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti – zika vírus, chikungunya  e dengue – divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande aponta que nesse primeiro semestre de 2018 acordado com dados do Levantamento Rápido de Índice para Aedes Aegypti (LIRAa) no município, de janeiro a 12 de julho deste ano, foram registrados em Várzea Grande 348 casos de zika vírus, 1.764 casos de dengue e 1.820 casos de chikungunya.

As ações de monitoramento de casa a  casa resultaram visitas em  80% dos 133 mil imóveis da cidade  que já foram inspecionadas  pelas equipes de agentes do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande, o que representa 106,4 mil domicílios visitados. Este intenso e permanente trabalho reduz diretamente o índice de infestação do mosquito.

O objetivo da ação , de acordo com o gerente do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande, Ivan Nilson Rondon Mendes, é de alcançar a cobertura de 100% das visitas dos agentes de endemias aos imóveis de Várzea Grande, e manter esse trabalho permanente, a fim de eliminar as larvas já existentes e evitar novos criadouros. “Sempre que recebemos uma notificação da Vigilância Epidemiológica Municipal do registro de algum novo caso nos dirigimos imediatamente para o bairro afetado mesmo que este bairro já tenha sido visitado anteriormente. Essa ação faz parte do Plano de Contingência Municipal de combate o mosquito Aedes Aegypti, em prática no município desde janeiro deste ano, que consiste no mapeamento da cidade dividida em quatro setores para atuação e dinamização do trabalho das equipes que visitam casa a casa realizando ações de bloqueios químicos, educação ambiental, prevenção e também do apoio dos serviços de outras pastas a exemplo da Secretaria Municipal de Serviços Públicos que trabalha com mutirões de limpeza nos bairros, principalmente em terrenos baldios”, detalha o gerente do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande, Ivan Nilson Rondon Mendes.

O Levantamento Rápido de Índice para Aedes Aegypti (LIRAa) é uma ferramenta que ajuda a mapear os locais com índices de infestação do mosquito no município e que, consequentemente, alerta sobre os possíveis pontos de epidemia da doença, segundo as localidades e risco.Estas  informações possibilitam impedir o surgimento de novos casos, além dos depósitos predominantes.

 “A população não pode descuidar, a vigilância tem que ser permanente. Os recipientes para armazenamento de água ao nível de solo ainda são os grandes vilões como criadores do mosquito.A  exemplo das caixas d’água, tambor e tonel o percentual de criadouros é de  41,3%, seguido de tanques, ralos e sanitários com 30,4%, juntos atingindo 71,7% dos criadouros positivos. Por isso, é importante manter estes depósitos fechados e fazer uma vistoria diária. A redução no índice é reflexo do cuidado cotidiano. Se a atenção diminuir, os números podem aumentar”, alerta Ivan.

Ivan Mendes lembra que além do trabalho intensivo e permanente do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande é necessário o engajamento da população contra o mosquito Aedes Aegypti a exemplo da forma correta de acondicionamento, acúmulo e destino final do lixo e o envolvimento das lideranças comunitárias, escolas e postos de saúde nas ações preventivas de combate ao mosquito. “O número de casos de dengue, zica vírus e chikungunya, assim como o índice de infestação do mosquito não podem aumentar. Basta a participação de todos. E, para fortalecer ainda mais as atividades de controle ao Aedes, o município se engaja nas ações de controle e combate, aliadas às condições climáticas e de mobilização da sociedade”, declarou.

Seguem algumas recomendações  permanentes que a população deve tomar: verificar se a caixa d’água está bem tampada, deixar as lixeiras bem tampadas, colocar areia nos pratos de plantas, recolher e acondicionar o lixo do quintal, limpar as calhas, cobrir a piscina, tapar os ralos e baixar as tampas dos vasos sanitários, limpar a bandeja externa da geladeira, limpar e guardar as vasilhas dos bichos de estimação, limpar a bandeja coletora de água do ar-condicionado, cobrir bem a cisterna e cobrir bem todos os reservatórios de água.

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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