Polícia Federal
Rogerinho pede CPI do DAE para investigar própria gestão e diz: “Eu não devo nada”
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O vereador Rogerinho Dakar (PSDB), ex-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), pediu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a própria atuação à frente da autarquia. A iniciativa foi apresentada nesta terça-feira (25), durante sessão da Câmara Municipal, em meio à repercussão de episódios envolvendo o ex-gestor, incluindo um áudio vazado e um vídeo em que ele aparece recebendo maços de dinheiro.
Na tribuna, Rogerinho afirmou que pretende colocar sob investigação as contas, contratos e demais atos relacionados ao DAE desde o início da atual gestão. Segundo ele, a intenção era demonstrar que as acusações contra sua atuação teriam motivação política. “Eu peço aos demais pares que aceitem esse pedido de CPI para investigar eu mesmo e todos os processos que estão lá”, declarou.
O vereador também negou ter cometido qualquer irregularidade e afirmou não ter motivos para se calar diante das acusações.
“Eu não tenho nada que me desabone nessa Casa de Lei, e principalmente na autarquia DAE. […] Eu não vou me calar porque eu não devo”, afirmou durante o discurso.
Apesar da iniciativa, o pedido de CPI foi indeferido pela presidência da Câmara. De acordo com o secretário legislativo Charles Caetano Rosa, o requerimento contava apenas com a assinatura do próprio Rogerinho, quando seriam necessárias pelo menos oito assinaturas, o equivalente a um terço dos vereadores. Além disso, o pedido não apresentou um fato determinado a ser investigado, exigência para a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito.
Segundo a Câmara, nada impede que Rogerinho reapresente o requerimento, desde que cumpra os requisitos regimentais, reúna o número mínimo de assinaturas e delimite de forma objetiva o alvo da investigação. Enquanto isso, episódios relacionados à passagem do vereador pelo comando do DAE seguem sob apuração.
O Ministério Público já recomendou investigação sobre o vídeo envolvendo os maços de dinheiro e encaminhou informações à Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).
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Após ser alvo de operação, Hugo Garcia nega desvios e aponta disputa interna em instituto
O candidato a deputado estadual Hugo Henrique Garcia (PSDB) negou ter cometido irregularidades durante sua passagem pela presidência do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT). Alvo da Operação Mandato Espúrio, deflagrada pela Polícia Civil, Hugo divulgou nota afirmando que as movimentações financeiras investigadas estavam relacionadas a pagamentos de serviços regularmente contratados pela entidade.
Segundo o candidato, sua atuação como presidente se limitava à autorização de pagamentos previstos em contratos firmados pelo instituto, com respaldo documental e fiscal. Hugo também sustentou que os serviços foram efetivamente prestados e destacou que, conforme sua versão, nenhuma das transferências investigadas teve ele como destinatário.
A operação foi deflagrada nesta terça-feira (25) para apurar supostas irregularidades na gestão do IMAFIR-MT, envolvendo movimentações que ultrapassam R$ 1 milhão. Entre as transações sob investigação estão uma transferência de aproximadamente R$ 774 mil, destinada, segundo a apuração, a uma conta pessoal e a uma empresa ligada ao então diretor executivo do instituto, além de outra movimentação de R$ 270 mil para um escritório de advocacia.
Em sua defesa, Hugo afirmou ainda que o caso tem origem em uma disputa interna pela representação legal do instituto. Segundo ele, adversários estariam levando para a esfera criminal uma discussão que, em sua avaliação, deveria ser resolvida na Justiça Cível.
“Ao que tudo indica, os adversários de Hugo se valem indevidamente da seara criminal para resolver questão que deveria ser dirimida no âmbito cível”, diz trecho da nota divulgada pelo candidato. Hugo afirmou que irá colaborar com as investigações e disse confiar que a apuração demonstrará a regularidade de sua conduta.
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