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Rogerinho pede CPI do DAE para investigar própria gestão e diz: “Eu não devo nada”

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O vereador Rogerinho Dakar (PSDB), ex-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), pediu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a própria atuação à frente da autarquia. A iniciativa foi apresentada nesta terça-feira (25), durante sessão da Câmara Municipal, em meio à repercussão de episódios envolvendo o ex-gestor, incluindo um áudio vazado e um vídeo em que ele aparece recebendo maços de dinheiro.

Na tribuna, Rogerinho afirmou que pretende colocar sob investigação as contas, contratos e demais atos relacionados ao DAE desde o início da atual gestão. Segundo ele, a intenção era demonstrar que as acusações contra sua atuação teriam motivação política. “Eu peço aos demais pares que aceitem esse pedido de CPI para investigar eu mesmo e todos os processos que estão lá”, declarou.

O vereador também negou ter cometido qualquer irregularidade e afirmou não ter motivos para se calar diante das acusações.

“Eu não tenho nada que me desabone nessa Casa de Lei, e principalmente na autarquia DAE. […] Eu não vou me calar porque eu não devo”, afirmou durante o discurso.

Apesar da iniciativa, o pedido de CPI foi indeferido pela presidência da Câmara. De acordo com o secretário legislativo Charles Caetano Rosa, o requerimento contava apenas com a assinatura do próprio Rogerinho, quando seriam necessárias pelo menos oito assinaturas, o equivalente a um terço dos vereadores. Além disso, o pedido não apresentou um fato determinado a ser investigado, exigência para a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito.

Segundo a Câmara, nada impede que Rogerinho reapresente o requerimento, desde que cumpra os requisitos regimentais, reúna o número mínimo de assinaturas e delimite de forma objetiva o alvo da investigação. Enquanto isso, episódios relacionados à passagem do vereador pelo comando do DAE seguem sob apuração.

O Ministério Público já recomendou investigação sobre o vídeo envolvendo os maços de dinheiro e encaminhou informações à Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).



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Misael Galvão abre mão de vaga temporária na Câmara para se dedicar à reconstrução do Shopping Popular

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O presidente da Associação dos Camelôs do Shopping Popular, Misael Galvão (PSD), descartou assumir, neste momento, uma eventual vaga temporária na Câmara Municipal de Cuiabá. Segundo ele, a prioridade é acompanhar o processo de reconstrução do centro comercial, destruído por um incêndio em julho de 2024.

Misael passou a ser apontado como possível convocado para ocupar uma cadeira no Legislativo cuiabano após a renúncia do primeiro suplente do PSD, Antônio Lemes. A situação também envolve o vereador Jefferson Siqueira, que está licenciado e, conforme entendimento da Procuradoria da Câmara, não pode antecipar seu retorno ao cargo antes do término do afastamento.

Mesmo diante da possibilidade de voltar à Câmara, Misael afirmou que pretende continuar à frente dos trabalhos relacionados à recuperação do empreendimento e ao atendimento dos comerciantes associados.

“Hoje, meu foco está 100% na reconstrução do Shopping Popular. Já conversei com minha família e entendo que este momento exige dedicação integral ao nosso empreendimento e aos nossos associados”, afirmou.

O dirigente também ressaltou que respeita as decisões partidárias e os procedimentos legais que definem a convocação dos suplentes. Ele declarou que não pretende interferir na escolha de quem ocupará temporariamente a vaga no Legislativo municipal.

“Não pretendo assumir o mandato neste momento. Entendo que o partido poderá conduzir politicamente essa situação, sempre respeitando a legislação e a ordem de suplência”, declarou.

O Shopping Popular foi atingido por um incêndio de grandes proporções em 15 de julho de 2024, que destruiu a estrutura e afetou diretamente os comerciantes que trabalhavam no local. Desde então, a associação liderada por Misael acompanha as medidas necessárias para viabilizar a reconstrução do espaço e retomar as atividades comerciais.

Segundo o presidente da entidade, a recuperação do centro comercial é fundamental para que os trabalhadores possam voltar a exercer suas atividades e recuperar a renda das famílias que dependem do empreendimento.

A decisão de não assumir a vaga, entretanto, não representa uma renúncia definitiva à condição de suplente. Misael deixou aberta a possibilidade de avaliar novamente a atuação política após a conclusão das obras do Shopping Popular.

Até lá, o dirigente afirma que seguirá concentrado na reconstrução do espaço e nos interesses dos comerciantes associados.



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