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Pivetta prevê BRT em operação até dezembro e deixa 2ª etapa para 2027
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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que o primeiro trecho do sistema BRT na região metropolitana de Cuiabá deverá entrar em operação até o fim deste ano, enquanto a segunda etapa do projeto ficará para 2027. A previsão foi apresentada nesta quarta-feira (12), durante entrevista à TV Vila Real com os candidatos ao Governo de Mato Grosso.
Segundo Pivetta, o compromisso é colocar os ônibus em circulação na virada do ano no trecho que liga a região do CPA, em Cuiabá, ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande.
“Os ônibus rodando na virada do ano. Esse é o compromisso que os empreiteiros têm. Tivemos um problema com a empresa anterior, que tivemos que rescindir o contrato, perdemos um ano nessa burocracia, e eu acredito muito que até o final do ano a gente inaugura esse primeiro trecho, e aí rodando o primeiro trecho nós vamos começar o segundo”, afirmou.
O governador também reconheceu que a conclusão da primeira fase sofreu atrasos em razão da necessidade de encerramento do contrato com a empresa responsável anteriormente pelas obras. Pivetta afirmou que, superada essa etapa, a intenção é iniciar a segunda fase do sistema.
“Esse primeiro trecho até o final do ano, o novo trecho mais um ano”, resumiu.
O cronograma divulgado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) prevê a conclusão do trecho entre a Avenida do CPA e o aeroporto ao longo de 2026. Paralelamente, o governo prorrogou o prazo contratual das obras, que passou a ter vigência até fevereiro de 2027.
A execução da segunda etapa será feita de maneira gradual, segundo o governo, como forma de reduzir os impactos no trânsito da Capital. Entre os trechos que ainda serão executados está o corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa, cujos trabalhos devem avançar efetivamente a partir do próximo ano.
Pivetta também defendeu que a estrutura implantada pelo BRT permita a ampliação do sistema para outras regiões da Grande Cuiabá. A ideia, segundo ele, é criar linhas exclusivas para bairros populosos e ampliar a integração do transporte coletivo.
“O BRT tem essa vantagem, nós podemos, na sequência, fazer linhas exclusivas para todos os bairros populosos de Cuiabá e melhorar o transporte coletivo da região metropolitana, a exemplo do que se fez em Goiânia. Nós estamos copiando o sistema de Goiânia, a gente pode e deve copiar o que é bom para não perder tempo, e eu orientei a nossa equipe para fazer isso”, concluiu.
A proposta de criar uma estrutura integrada de transporte entre Cuiabá e Várzea Grande também está prevista em um projeto de lei que institui a chamada Autoridade Metropolitana de Transporte Coletivo. A medida busca permitir planejamento conjunto das linhas e integração entre os diferentes modais que atendem a região.
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“Não venham dizer que é eleitoreira”, dispara Wellington sobre operação contra Mauro
O senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso, rebateu a tese de que a Operação Heritage teria sido deflagrada por razões eleitorais e afirmou que as suspeitas envolvendo o acordo de R$ 308 milhões entre o Estado e a operadora Oi já eram discutidas antes do atual período eleitoral. Durante discurso no plenário do Senado, nesta quarta-feira (12), Wellington afirmou que as denúncias já haviam sido levadas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado e que sua atuação no colegiado foi justamente no sentido de cobrar o encaminhamento das suspeitas aos órgãos de controle.
“E não venham dizer que isso é denúncia apenas eleitoreira, porque isso foi feito lá atrás, e nós nunca acusamos. Nós só pedimos as investigações”, afirmou.
Segundo o senador, o calendário eleitoral não pode ser utilizado como argumento para impedir ou retardar investigações de possíveis irregularidades.
“Como se alguém que roubasse durante a campanha não pudesse ser investigado. Isso é um absurdo”, declarou.
A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal no dia 6 de agosto, após autorização do Supremo Tribunal Federal, para investigar suspeitas relacionadas ao acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi. A investigação apura a possível movimentação irregular dos recursos por meio de fundos e empresas e analisa possíveis crimes como peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Wellington também aproveitou o discurso para direcionar críticas ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), seu adversário na corrida pelo Palácio Paiaguás. O senador questionou a tentativa, segundo ele, de Pivetta se desvincular das decisões e resultados da gestão de Mauro Mendes, da qual foi vice-governador por mais de sete anos.
“O atual Governador, que foi por sete anos e pouco Vice-Governador, disse que não sabia, não acompanhou, sendo que, uma semana atrás, ele dizia que tudo o que aconteceu no Governo durante esses sete anos e pouco foi mérito dele também. Agora começam as denúncias e já quer se esquivar”, afirmou.
A declaração ocorre em meio ao impacto político provocado pela Heritage dentro do grupo que apoia a candidatura de Pivetta. Fábio Garcia deixou a disputa pela vice-governadoria após ser atingido pelas medidas determinadas na investigação e Gisela Simona foi anunciada para ocupar a vaga.
O senador afirmou que já havia tratado das relações envolvendo o Banco Master, empresas e pessoas ligadas ao acordo com a Oi durante a CPI do Crime Organizado. Segundo ele, a cobrança era para que eventuais suspeitas fossem formalmente investigadas.
“Fiz questão de alertar naquele momento que Mato Grosso precisa de resposta, que não poderia terminar apenas em discussão política, muito menos sem uma conclusão. Por isso, como líder do bloco Vanguarda, lá na CPI eu cobrava que a comissão enviasse aos órgãos de controle”, afirmou.
O senador também citou o depoimento do ex-governador Pedro Taques (PSB) à CPI, realizado em março, e disse ter alertado o ex-governador para que a comissão não fosse utilizada como palanque eleitoral.
“Disse a ele que esperava que ali não fosse transformado num palanque”, assinalou.
Wellington também defendeu que as investigações avancem para esclarecer eventuais prejuízos aos servidores públicos. No Mato Grosso, contratos relacionados a empréstimos consignados do Banco Master também são alvo de apuração.
“Teve servidores públicos que ficaram endividados e suicidaram. Não tem maldade maior que se possa fazer”, declarou.
Ao comentar a atuação da Polícia Federal, o senador afirmou que o trabalho realizado até agora é robusto, mas ressaltou que a responsabilidade final caberá à Justiça.
“Isso tudo está comprovado pela Polícia Federal e, claro, vai ter o julgamento final”, afirmou.
Wellington ainda rejeitou acusações de que adversários políticos teriam atuado para provocar a operação.
“Não dá pra querer dizer que tudo isso foi feito por influência política”, disse.
A Operação Heritage segue em andamento. Os investigados ainda terão direito à defesa e não há, até o momento, condenação judicial em relação aos crimes apurados.
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