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Cuiabá fortalece rede de saúde mental com mais de 560 participações em capacitações profissionais
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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Secretaria Adjunta de Atenção Especializada, vem ampliando e aprofundando as ações voltadas à saúde mental na capital, com foco na estruturação e qualificação dos serviços assistenciais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Entre outubro de 2025 e maio de 2026, a Diretoria de Saúde Mental promoveu um amplo ciclo de capacitações que contabilizou aproximadamente 566 participações de profissionais da rede pública de saúde.
Ao longo de 22 dias de atividades formativas, servidores dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), da Atenção Primária e do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) participaram de oficinas, treinamentos e debates técnicos voltados à modernização, humanização e fortalecimento do atendimento em saúde mental.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os investimentos na qualificação profissional refletem o compromisso da gestão em oferecer um atendimento mais humanizado e eficiente à população.
“Cuidar da saúde mental é uma prioridade da gestão. Estamos fortalecendo toda a rede de assistência, desde a Atenção Primária até os serviços especializados, garantindo capacitação contínua aos profissionais para que o cidadão receba um acolhimento digno, técnico e humanizado em todos os pontos de atendimento”, afirmou.
As primeiras capacitações ocorreram no último trimestre de 2025, com foco nas equipes dos CAPS. Entre os temas abordados estiveram “Acolhimento em Saúde Mental”, “Matriciamento”, “Lógicas Institucionais e Atenção à Crise” e “Projeto Terapêutico Singular”. Em dezembro, uma capacitação sobre “Atendimento em Grupo” reuniu 83 participantes em dois encontros realizados pela pasta.
Em 2026, as ações ganharam ainda mais abrangência. Em janeiro, foi realizado o “I Ciclo de Oficinas Formativas da RAPS”, composto por oito encontros que somaram cerca de 100 participações de profissionais dos CAPS e da Atenção Primária. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a integração entre os serviços e garantir maior continuidade no cuidado ao paciente em sofrimento psíquico.
Entre fevereiro e maio, outros temas considerados estratégicos para a rede também foram trabalhados. A capacitação sobre “Avaliação e Risco de Suicídio” reuniu 64 participantes, enquanto o treinamento sobre “Redução de Danos” alcançou 130 participações, sendo o maior público registrado em uma única temática.
No ambiente hospitalar, o HMC também recebeu um ciclo exclusivo de formações voltadas ao atendimento de pacientes em crise. Os profissionais participaram de capacitações sobre “Reforma Psiquiátrica”, “Atenção à Crise”, “Princípios da Contenção” e “Avaliação e Comunicação com Crianças e Adolescentes”.
A secretária adjunta de Atenção Especializada, Najla Brito, ressaltou que a qualificação permanente das equipes é essencial para consolidar uma rede de saúde mental mais preparada e integrada.
“Estamos investindo na formação técnica e humana dos nossos profissionais para fortalecer um modelo de cuidado em liberdade, acolhedor e baseado em evidências. Essas capacitações refletem diretamente na qualidade da assistência prestada à população e na organização dos serviços da rede”, destacou.
Como parte das ações de fortalecimento da saúde mental no município, a Prefeitura de Cuiabá entregou, no início deste mês de maio, a unidade do CAPS Adolescer, localizada no bairro Jardim Europa. O espaço conta com equipe multiprofissional e capacidade para atender entre 30 e 50 pacientes por dia, contemplando cerca de 200 crianças e adolescentes em acompanhamento contínuo.
O balanço das ações demonstra o compromisso da gestão municipal com a ampliação da assistência em saúde mental, garantindo uma rede cada vez mais estruturada, integrada e preparada para atender a população cuiabana.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Mordida de cachorro: saiba quando é necessário tomar vacina antirrábica
Uma simples mordida ou arranhão de cachorro pode exigir atenção. Em casos de acidentes com animais domésticos ou de rua, o paciente deve procurar uma unidade de saúde para avaliação médica, já que existe o risco de transmissão da raiva, doença grave e quase sempre fatal após o aparecimento dos sintomas.
De acordo com a enfermeira da Vigilância em Saúde, Maria José Neves, a primeira medida após a mordida é lavar o local com água corrente e sabão em abundância, além de procurar atendimento médico o mais rápido possível.
ANIMAIS DOMÉSTICOS – Se o animal for domiciliado, saudável e puder ser acompanhado, a orientação é mantê-lo em observação por 10 dias. Durante esse período, é importante verificar se o cachorro apresenta mudanças bruscas de comportamento, como agressividade, salivação excessiva, dificuldade para engolir, medo da água, tendência a se esconder da claridade, paralisia ou sinais neurológicos.
Caso o animal permaneça saudável ao final dos 10 dias, normalmente não há necessidade de completar o esquema antirrábico. Porém, se o cachorro adoecer, morrer ou desaparecer nesse período, a pessoa deve retornar imediatamente ao serviço de saúde para iniciar ou complementar a vacinação.
ANIMAIS DE RUA – Nos casos envolvendo cães de rua ou animais desconhecidos, que não podem ser observados, a recomendação é iniciar a profilaxia antirrábica, conforme avaliação médica.
O esquema vacinal geralmente é realizado em quatro doses, aplicadas nos dias 0 (dose inicial), 3, 7 e 14. Em situações consideradas graves, também pode ser necessário o uso do soro antirrábico.
Entre os casos considerados graves estão mordidas profundas, múltiplos ferimentos, lesões em mãos, pés, rosto e mucosas, além de ataques de animais silvestres ou morcegos.
SINTOMAS EM HUMANOS – Os primeiros sintomas da raiva em seres humanos podem incluir febre, dor de cabeça, mal-estar, fraqueza e sensação de formigamento ou dor no local da mordida. Com a evolução da doença, o paciente pode apresentar ansiedade, agitação, dificuldade para engolir, espasmos musculares, confusão mental e paralisia. Após o surgimento dos sintomas, a doença apresenta alta taxa de mortalidade.
CUIDADOS IMPORTANTES – Além da vacina contra a raiva, a equipe de saúde também avalia a necessidade de vacina antitetânica e uso de antibióticos, dependendo da gravidade do ferimento.
Maria José alerta que a raiva não tem cura e pode levar à morte caso o paciente desconsidere a importância de uma avaliação médica após mordedura de animal.
“Muitas vezes não levamos a sério a mordida de um cão ou gato, e isso pode resultar em algo muito grave se não tomarmos os cuidados necessários”, alerta a enfermeira.
A médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), Amanda Nunes, orienta a população a evitar contato com animais desconhecidos, principalmente cães e gatos em situação de rua, além de nunca tocar em morcegos ou animais silvestres.
“É de suma importância que a população, principalmente crianças e pessoas curiosas, não toque em animais que não conhece, nem em animais de rua ou silvestres, como capivaras. Eles podem transmitir a raiva”, reforça.
ATENDIMENTO NO MUNICÍPIO – Em Várzea Grande, pacientes vítimas de mordidas podem buscar atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande (HPSVG) para avaliação e encaminhamento da vacina antirrábica humana.
No município, a raiva animal está erradicada desde 2015. A equipe do CCZ segue monitorando a situação para manter Várzea Grande livre da doença.
A veterinária Amanda Nunes orienta que, em casos suspeitos ou para mais informações sobre a doença, a população pode entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses pelo WhatsApp (65) 98476-5719.
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