Polícia
Polícia Civil de MT cumpre 16 mandados judiciais contra estelionatários em Cuiabá e VG
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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (19.5), a Operação Interpositus, em apoio a Polícia Civil de Goiás para cumprimento de 16 mandados visando desarticular uma associação criminosa investigada por aplicar golpes pela internet.
Na operação foram cumpridos oito mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão, contra alvos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. Os suspeitos são investigados por associação criminosa e estelionato por meio eletrônico.
O trabalho operacional foi realizado pela equipe da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, em parceria com o Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) de Trindade, da 16ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Goiás.
Investigação
As diligências iniciaram após a vítima, moradora do município de Trindade (GO), cair no golpe do “falso intermediário”, e sofrer prejuízo de aproximadamente R$ 130 mil.
Conforme apurado, os golpistas clonaram um anúncio legítimo de venda de caminhão, republicando-o por valor inferior em plataforma diversa, passando a intermediar fraudulentamente a negociação entre comprador e verdadeiro proprietário, sem que nenhum soubesse da existência do golpe.
Os criminosos convenceram a vítima a realizar várias transferências bancárias para contas de terceiros, sob o pretexto de concluir a compra do veículo. Somente no momento da transferência do veículo, que a vítima e o proprietário descobriram que era golpe.
Durante investigação os suspeitos foram identificados, bem como as medidas cautelares foram decretadas pela Justiça, embasadas nas provas e evidências de autoria criminosa.
Parceria
A Operação Interpositus reforça o compromisso das Polícias Civis de Mato Grosso e Goiás, no combate aos crimes patrimoniais praticados por meios digitais, especialmente fraudes eletrônicas interestaduais, que causam elevados prejuízos financeiros às vítimas.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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