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Emendas parlamentares e juros da dívida apertam investimentos públicos

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O Orçamento Federal em 2025 foi marcado pela expansão das emendas parlamentares, especialmente as individuais e de comissões e pelo peso do pagamento dos juros da dívida e das políticas de renúncia fiscal, três elementos que impediram o aumento dos investimentos. As despesas totais da União ficaram na casa dos R$ 5,39 trilhões, aumento de 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB).

Os dados constam do relatório Orçamento e Direitos: Balanço da Execução de Políticas Públicas (2025), divulgado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), nesta terça-feira (14), constata que o setor de políticas sociais, como o combate à violência contra as mulheres, a promoção e garantia dos direitos das crianças, saúde, educação e meio ambiente, foi o que mais sofreu com a redução dos recursos, em prol da manutenção de políticas desiguais que ainda favorecem muito os superricos.

Embora tenha destacado o avanço em políticas fiscais com impacto distributivo, como o aumento do piso do Imposto de Renda e a taxação de dividendos, o Inesc apontou o limite da capacidade destas medidas em combater a desigualdade. “Enquanto o governo tira com uma mão, na prática, devolve com outra, financiando setores industriais que poluem muito, concentram muita riqueza e não apresentam avanços tecnológicos e sociais”, diz o texto.

O documento aponta avanço dos recursos federias nas áreas sociais, ambientais e de promoção de direitos humanos, em 2025. Mas permaneceram limitados por regras fiscais restritivas. Elas pressionaram os recursos para executar programas e ampliar políticas públicas, como as relacionadas a programas sociais.

“A narrativa da austeridade se tornou hegemônica nas últimas décadas, voltada para cortes dos gastos primários, especialmente os que financiam as dívidas públicas e estão acima de esquerda e direita”, diz Teresa Ruas, cientista política especializa em políticas fiscais e assessora no Inesc, e uma das responsáveis pelo relatório.

O estudo reúne análises de nove áreas acompanhadas pelo Inesc: panorama econômico, educação, cidades, transição energética, meio ambiente e clima, quilombolas, igualdade racial, mulheres e crianças e adolescentes e pode ser conferido no site do instituto.

Para o Inesc, a combinação de juros elevados, regras fiscais restritivas e renúncias tributárias expressivas é a prova de que o país precisa corrigir essas distorções no orçamento se quiser ampliar políticas públicas que reduzam as desigualdades.

Emendas parlamentares

Segundo o Inesc, a expansão das emendas parlamentares representa um dos fenômenos mais relevantes da dinâmica orçamentária federal, “o que causa um problema para o planejamento público ao favorecer medidas de caráter mais pontual e com maior retorno político. Isso tem se espalhado inclusive para tipos de emenda que deveriam ter um caráter mais programático, como as emendas de comissão”.

O relatório indica que esses recursos passaram a ocupar uma parcela expressiva do gasto discricionário e deslocam do Executivo para o Legislativo parte importante das decisões sobre prioridades orçamentárias.

“As emendas parlamentares somaram R$ 45 bilhões em 2025, o que equivale a 20% das despesas discricionárias e altera significativamente a dinâmica de planejamento e execução do orçamento público”.

Juros

Os gastos com juros da dívida interna seguem priorizado pelo governo. Eles tendem a se manter em patamar elevado enquanto os juros básicos permanecerem altos, a 15% ao ano, maior valor desde 2006.

“Não adianta liberar espaço fiscal nas contas primárias, se a política de juros altos continua encarecendo a dívida pública. A conta jamais fechará. Enquanto isso, o espaço no Orçamento para o financiamento de direitos se torna cada vez mais restrito”, analisa Ruas.

Em 2025, R$ 371,7 bilhões foram destinados ao pagamento de juros da dívida, enquanto os investimentos públicos federais representaram apenas 20% deste valor, com R$ 70,8 bilhões.

Os recursos para investimentos são os que garantem obras de infraestrutura como novos hospitais, universidades, rodovias e redes de saneamento. Outros R$ 42 bilhões são destinados a execução de políticas públicas e compõe o que se chama de gastos discricionários, que sofrem diretamente com os limites do Novo Arcabouço Fiscal.

O maior volume de recursos segue os destinados às despesas obrigatórias, como o salário dos servidores e dos aposentados e dos pisos constitucionais da saúde e educação, essenciais para garantir que a máquina pública funcione, que o Sistema Único de Saúde (SUS) atenda e que nossas universidades formem força de trabalho e produzam ciência de ponta.

“A disputa em torno da política monetária e dos juros se estabelece em torno da narrativa do controle da inflação. Existe um conteúdo político para além e esse cenário pode nos dizer muito desse conteúdo. Nos juros da dívida existe muito dessa narrativa, ligada ao mercado financeiro e a esse processo de financeirização. Ao mesmo tempo o setor produtivo disputa esses juros”, diz Ruas.

Renúncias fiscais

As renúncias fiscais surgiram como uma estratégia para fomentar setores com alto potencial de geração de emprego ou crescimento estratégico para os interesses do país. Alinhadas como gastos tributários se manifestam como benefícios e isenções tributárias e representaram R$ 544 bilhões, em 2025, o equivalente a 4,8% do PIB e a cerca de 24% de toda a arrecadação da União.

Teresa Ruas aponta que, embora o governo tenha sinalizado na direção dessa revisão, ela favorece grupos ligados ao capital e representa uma disputa difícil, especialmente para um ano eleitoral.

“Os benefícios fiscais têm de ter critérios para além do econômico, como agenda climática e direitos humanos, por exemplo. Há a necessidade de uma revisão estrutural dessas políticas de austeridade, que transcendem governos. As prioridades tem de ser coletivas”, conclui a pesquisadora.



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Várzea Grande aposta no turismo de experiência e potencial econômico

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Com o conceito “O coração que recebe o Mato Grosso”, município busca atrair turistas, investidores e fortalecer sua identidade cultural durante a Feira Internacional do Turismo do Pantanal

Várzea Grande chega à FIT Pantanal 2026 – Feira Internacional do Turismo do Pantanal com a proposta de mostrar que vai muito além de ser a principal porta de entrada de Mato Grosso. Com o conceito “O coração que recebe o Mato Grosso”, o município apresentará suas potencialidades turísticas, culturais e econômicas, reforçando sua vocação para acolher visitantes, investidores e novos negócios.

Entre os dias 3 e 7 de junho, o estande da Prefeitura reunirá atrações ligadas ao turismo de experiência, cultura popular, artesanato, agricultura familiar e desenvolvimento econômico, destacando Várzea Grande como um destino turístico próprio e estratégico para quem visita o Pantanal.

Para a prefeita Flávia Moretti, a participação na feira é uma oportunidade de fortalecer a imagem da cidade. “Várzea Grande tem identidade, história, cultura e uma população acolhedora. Queremos mostrar que somos muito mais do que um local de passagem. Somos uma cidade preparada para receber turistas, gerar oportunidades e atrair investimentos”, afirmou.

A proposta acompanha uma tendência crescente do setor turístico: a busca por experiências autênticas. Entre os atrativos apresentados estão os passeios pelo Rio Cuiabá, a pesca urbana, a gastronomia regional, os eventos religiosos e culturais e a convivência com as tradições locais.

Segundo a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Fabyane Nagazawa, a meta é consolidar Várzea Grande como destino turístico. “O visitante busca cada vez mais conexão com a cultura, os sabores e as tradições locais. Várzea Grande reúne todos esses elementos e tem grande potencial para se destacar no turismo mato-grossense”, destacou.

A cidade também apresentará avanços como a Lei Municipal do Turismo Religioso, que fortalece um segmento com grande potencial, apoiado pela forte tradição de fé e pelas manifestações culturais religiosas do município.

A programação cultural contará com apresentações de cinco grupos, Encantos da Serra, Primos e Primas, Raízes, Arara Azul e Estrela Guia AMFMT. Outro destaque será a participação da TECE ARTE – Associação das Redeiras de Limpo Grande, referência na preservação do artesanato tradicional e na geração de renda para mulheres da comunidade.

Além do turismo, Várzea Grande utilizará a feira para evidenciar seu potencial econômico, apresentando iniciativas ligadas ao Parque Tecnológico, universidades, comércio fortalecido e geração de emprego e renda.

Para o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Edu Sá, a FIT também é uma oportunidade para atrair investimentos. “Várzea Grande vive um momento de crescimento, com localização estratégica, infraestrutura logística, mão de obra qualificada e ambiente favorável aos negócios. A feira amplia nossa visibilidade junto ao setor produtivo”, ressaltou.

A agricultura familiar também terá espaço na Feira da Agricultura Familiar e Turismo Rural (Featur), fortalecendo a produção local, o turismo rural e a geração de renda no campo.

Ao celebrar 159 anos de história, Várzea Grande reforça o orgulho de seu povo, suas tradições e sua diversidade cultural. Em relação ao Pantanal, o município adota uma posição complementar, oferecendo estrutura, hospitalidade, gastronomia e serviços aos visitantes.

“Somos a porta de entrada e o coração que recebe quem vem conhecer o Pantanal. Queremos que as pessoas conheçam nossas atrações e vivam a experiência de Várzea Grande”, concluiu a prefeita Flávia Moretti.

A programação completa da participação de Várzea Grande na FIT Pantanal 2026 pode ser consultada no portal oficial da Prefeitura de Várzea Grande: www.varzeagrande.mt.gov.br.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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