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Santos empata em 1 a 1 com Deportivo Recoleta e segue sem vitória na Sul-Americana

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No dia em que celebrou 114 anos, o Santos decepcionou sua torcida ao empatar por 1 a 1 com o Deportivo Recoleta, do Paraguai, nesta terça-feira (14.04), na Vila Belmiro, pela segunda rodada do Grupo D da Copa Sul-Americana. Neymar marcou para o Peixe, mas Ortiz igualou de pênalti, deixando o time vaiado ao fim da partida.

Gol santista e empate polêmico

Aos 3 minutos do primeiro tempo, Gustavo Henrique recuperou a bola e lançou para Neymar, que acionou Gabigol na esquerda. O cruzamento encontrou o camisa 10 livre na área para abrir o placar. O Santos pressionou, com chances desperdiçadas por Gabigol (11′) e Neymar (30′ e 43′), mas aos 43′, Luan Peres cometeu pênalti em Figueredo. Ortiz cobrou com precisão e empatou.

No segundo tempo, o Peixe criou oportunidades claras: Bontempo (2′), Rollheiser (20′) e Miguelito (30′), mas esbarrou na defesa paraguaia e no goleiro Toledo. Nos acréscimos, Rafael Gonzaga e Thaciano quase viraram, mas o placar não mudou.

Com apenas um ponto, o Santos é lanterna do Grupo D. O Recoleta sobe para segundo, com dois pontos, um atrás do Deportivo Cuenca, que joga quinta contra o San Lorenzo.

Próximos compromissos

  • Santos: Santos x Fluminense (Brasileirão, 12ª rodada, 19/04, 16h, Vila Belmiro-SP).
  • Deportivo Recoleta: Deportivo Recoleta x 2 de Mayo (Campeonato Paraguaio, 17ª rodada, 18/04, 20h30, Estadio Roque F. Batelhana-PAR).
FICHA TÉCNICA
Santos 1 x 1 Deportivo Recoleta
Competição Copa Sul-Americana (2ª rodada)
Local Vila Belmiro, Santos (SP)
Data 14/04/2026 (terça-feira)
Horário 21h30 (Brasília)
Público 9.648 torcedores
Renda R$ 504.381,26
Cartões Amarelos Neymar, Gabriel Bontempo (Santos); Pereira, Galeano, Toledo, Ortiz (Recoleta)
Cartões Vermelhos Nenhum
Árbitro Fernando Vejar (CHI)
Assistentes José Retamal (CHI), Miguel Rocha (CHI)
VAR Juan Lara (CHI)
Gols Neymar (3′ 1ºT, Santos); Ortiz (45′ 1ºT, Recoleta)
Santos Gabriel Brazão; Igor Vinícius (Lautaro Díaz), Adonis Frías, Luan Peres, Escobar (Rafael Gonzaga); Willian Arão, Gustavo Henrique, Neymar Jr.; Bontempo (Rollheiser), Moisés (Miguelito), Gabigol (Thaciano). Técnico: Cuca
Recoleta Óscar Toledo; Claudio Figueredo (Medina), Marcos Pereira, Luis Cardozo, Luis Mendoza; Fernando Galeano (Masi), Ronal Domínguez, Héctor López (Garay), Manuel Schupp; Thiago Vidal (Noguera), Richart Ortiz. Técnico: Jorge González

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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