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Botafogo tropeça em casa e empata com Coritiba na 11ª rodada do Brasileirão

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O Botafogo desperdiçou a oportunidade de somar a terceira vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro ao empatar em 2 a 2 com o Coritiba, neste domingo, no Nilton Santos. Danilo e Arthur Cabral marcaram para o Glorioso, enquanto Breno Lopes e Lavega garantiram o ponto para o Coxa, aproveitando erro de Villalba.

Com o resultado, o Botafogo ultrapassa Grêmio, Vasco, Inter e Santos, chegando à 11ª colocação com 13 pontos. O Coritiba mantém o 7º lugar, agora com 16 pontos.

O j0ogo

O jogo começou agitado. Aos 9 minutos, Arthur Cabral testou Pedro Rangel de fora da área. Aos 13, Jordan Barrera finalizou fraco pela esquerda. Aos 31, Alexander Barboza cabeceou perto, mas para fora.

O Coritiba abriu aos 33: Josué lançou Breno Lopes, que bateu cruzado no canto de Raul. No segundo tempo, Botafogo empatou aos 10 com golaço de Danilo, que driblou Gómez e chutou no ângulo. Aos 11, Barrera desperdiçou. Aos 24, Jhoan Hernández saiu lesionado com suspeita de concussão.

A virada veio aos 31: Caio Roque cruzou, Edenílson desviou e Arthur Cabral completou de perto. Mas aos 33, Villalba errou interceptação em cruzamento, e Lavega finalizou na saída de Raul para igualar. O Botafogo pressionou no fim, sem sucesso.

Próximos jogos

Botafogo
Racing x Botafogo (Sul-Americana)
15/04 (quarta), 19h (Brasília)
Estadio Presidente Juan Domingo Perón

Coritiba
Coritiba x Atlético-MG (Brasileirão)
19/04 (domingo), 16h (Brasília)
Couto Pereira

FICHA TÉCNICA
Botafogo 2 x 2 Coritiba
Competição Campeonato Brasileiro
Local Nilton Santos, Rio de Janeiro (RJ)
Data 12 de abril de 2026 (domingo)
Horário 16h (de Brasília)
Cartões amarelos Vitinho e Barboza (Botafogo); Wallisson, Pedro Rangel, Thiago Santos e Jacy (Coritiba)
Cartões vermelhos Nenhum
Árbitro Davi de Oliveira Lacerda (ES)
Assistentes Douglas Pagung (ES) e Pedro Amorim de Freitas (ES)
VAR Diego Pombo López (BA)
Gols Breno Lopes, aos 33′ do 1ºT (Coritiba); Danilo, aos 10′ do 2ºT (Botafogo); Arthur Cabral, aos 31′ do 2ºT (Botafogo); Lavega, aos 33′ do 2ºT (Coritiba)
Botafogo Raul; Vitinho (Chris Ramos), Bastos, Barboza e Jhoan Hernández (Caio Roque); Danilo, Medina e Montoro (Edenílson); Santi Rodríguez (Villalba), Barrera (Matheus Martins) e Arthur Cabral – Técnico: Franclim Carvalho
Coritiba Pedro Rangel; Tinga, Maicon (Tiago Coser), Jacy Maranhão e Bruno Melo (Felipe Jonatan); Vini Paulista (Wallisson), Gómez (Thiago Santos), Josué; Lucas Ronier, Breno Lopes (Joaquin Lavega) e Pedro Rocha (Renato Marques) – Técnico: Fernando Seabra

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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