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Santos vence Atlético-MG na Vila Belmiro e reage no Brasileirão

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Em um duelo equilibrado pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Santos superou o Atlético-MG por 1 a 0 na noite deste sábado (11.04), no Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro). Moisés marcou o gol solitário aos 17 minutos do segundo tempo, garantindo os três pontos para o Peixe, que vinha de derrota na Sul-Americana para o Cuenca (1-0).

O Galo, também derrotado na estreia continental pelo Puerto Cabello (2-1), pressionou no fim, mas esbarrou na defesa santista e nas defesas de Gabriel Brazão. Antes do jogo, mineiros ocupavam o 8º lugar com 14 pontos, enquanto o Santos era o 15º com 10.

O jogo

A etapa inicial foi estudada, com o Santos dominando a posse (56% aos 25′). Aos 7′, Willian Arão achou Neymar na entrada da área, mas o camisa 10 finalizou por cima. O Atlético reagiu aos 5′, com Tomás Cuello travado por Gonzalo Escobar na área.

Polêmicas marcaram: aos 9′, Gonzalo Escobar levou amarelo por simulação; aos 20′, Gabriel foi advertido e teve gol anulado por mão na bola; aos 23′, Cuca foi expulso por reclamação dupla após amarelo. Aos 35′, Neymar quase abriu o placar, mas a rede balançou pelo lado de fora.

Gol decisivo e pressão mineira

No segundo tempo, o Santos trocou: entraram Moisés, Christian Oliva, Lautaro Díaz e Thaciano. Aos 17′, Gabriel lançou Moisés nas costas da zaga – o atacante carregou e tocou no cantinho de Everson: 1-0!

O Galo mexeu com Bernard, Dudu, Reinier fora, mas desperdiçou: Renan Lodi exigiu defesas de Brazão aos 25′ e 32′. Hulk saiu irritado aos 34′. Bontempo pediu pênalti aos 48′, negado. Com 6 minutos de acréscimos, Tomás Cuello finalizou por cima aos 51′.

Finalizações: 17 Santos x 10 Galo. Posse final: 51% Peixe x 49% Galo.

FICHA TÉCNICA
Santos 1 x 0 Atlético-MG
Competição Campeonato Brasileiro (11ª rodada)
Local Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data 11 de abril de 2026 (sábado)
Horário 20h (de Brasília)
Público 12.175 torcedores
Renda R$ 938.762,97
Cartões amarelos Gabigol, Luan Peres e Escobar (Santos); Lyanco (Atlético-MG)
Cartões vermelhos Cuca (Santos)
Gols Moisés, aos 17′ do 2ºT (Santos)
Árbitro Rafael Rodrigo Klein (RS)
Assistentes Victor Hugo Imazu dos Santos (PR) e Tiago Augusto Kappes Diel (RS)
VAR Rafael Traci (SC)
Santos Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Escobar; Willian Arão, Gustavo Henrique (Oliva) e Neymar; Rony (Moisés), Bontempo (Thaciano) e Gabigol (Lautaro Díaz) – Técnico: Cuca
Atlético-MG Everson; Natanael (Bernard), Ruan, Lyanco e Lodi; Alan Franco, Victor Hugo (Cassierra), Tomás Perez, Cuello e Renan Lodi; Reinier (Cauã Soares) e Hulk (Dudu) – Técnico: Eduardo Domínguez

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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