Esporte
Palmeiras empata com Junior Barranquilla na estreia da Libertadores
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O Palmeiras iniciou sua jornada na Copa Libertadores da América com um empate por 1 a 1 contra o Junior Barranquilla, em um confronto disputado na noite desta quarta-feira (8) no Estádio Olímpico Jaime Morón León. O resultado mantém o Verdão na liderança provisória do Grupo F, aguardando os demais jogos da rodada.
A equipe colombiana abriu o placar no primeiro tempo, com Téo Gutierrez convertendo um pênalti aos nove minutos, após uma intervenção do VAR. A infração foi marcada em disputa entre Mauricio e Rivas na área palmeirense. Após sofrer o gol, o Palmeiras buscou a reação, com Marlon Freitas finalizando com perigo e sendo parado por Silveira, goleiro do Junior Barranquilla. Jhon Arias e Flaco López também tentaram, mas sem sucesso em furar a defesa adversária na etapa inicial.
Na volta do intervalo, o Alviverde demonstrou mais ímpeto ofensivo. Aos dez minutos do segundo tempo, o gol de empate surgiu de uma jogada bem construída: Khellven lançou a bola no ataque, Flaco López fez o desvio de cabeça e deixou Ramón Sosa, que havia entrado na partida, em posição privilegiada para finalizar com categoria e deixar tudo igual.
Após o empate, o Palmeiras criou outras boas chances para virar o jogo, com Khellven e Jhon Arias, mas pecou na pontaria. O goleiro Carlos Miguel também teve que intervir em finalizações do Junior, como em chute de Canchimbo nos acréscimos. Felipe Anderson, que também entrou no decorrer da partida, teve uma finalização perigosa perto do ângulo e outra no fim, mas não conseguiu a virada.
Com o ponto conquistado fora de casa, o Palmeiras assume a ponta do Grupo F, empatado com o Junior Barranquilla. A posição pode ser alterada após os confrontos entre Sporting Cristal e Cerro Porteño.
Próximos desafios:
O Palmeiras agora volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro, onde enfrenta o Corinthians no clássico paulista no domingo (12), às 18h30 (de Brasília), na Neo Química Arena. Já o Junior Barranquilla terá compromisso pelo Campeonato Colombiano no sábado (11), contra o Águilas Doradas.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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