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Grêmio decepciona e empata com Remo em casa, aumentando crise no Brasileirão

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O Grêmio não conseguiu sair do zero a zero contra o frágil Remo na noite deste domingo (05.04), pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, frustrando sua torcida na Arena do Grêmio. Mesmo com um homem a mais em campo durante boa parte do segundo tempo, o Tricolor não soube aproveitar a vantagem e amargou mais um empate, mantendo a equipe longe das primeiras posições.

O resultado joga uma ducha de água fria nas aspirações gremistas. Com 12 pontos e há três rodadas sem vencer, o Grêmio estacionou na 11ª colocação da tabela. Para o Remo, o ponto conquistado fora de casa é valioso, mesmo que o time paraense continue na zona de rebaixamento, na 18ª posição, com sete pontos.

Poucas emoções e pênalti perdido no primeiro tempo

A partida começou com um ritmo morno e poucas chances reais de gol para ambos os lados. Contudo, foi o Remo quem teve a oportunidade de abrir o placar na reta final da primeira etapa. Aos 42 minutos, a equipe visitante teve um pênalti a seu favor, mas o goleiro gremista Weverton se agigantou e defendeu a cobrança de Alef Manga, mantendo o placar inalterado.

Expulsão e inoperância Gremista no segundo tempo

A esperança da torcida gremista se acendeu aos 23 minutos da etapa complementar, quando o Remo ficou com um jogador a menos. Yago Pikachu, do time paraense, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando o Grêmio com superioridade numérica em campo.

Apesar da vantagem, o Grêmio demonstrou inoperância ofensiva e não conseguiu transformar a posse de bola em oportunidades claras de gol. A defesa do Remo, mesmo com um a menos, conseguiu se segurar e garantir um ponto importante fora de casa, evidenciando a dificuldade do Grêmio em criar e finalizar jogadas.

Próximos desafios

A agenda das equipes segue apertada, com competições paralelas. O Grêmio terá que mudar rapidamente o foco para a Copa Sul-Americana, onde enfrentará o Torque, do Uruguai, na próxima quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Estádio Centenário. O desafio será buscar a vitória para recuperar a confiança da torcida.

O Remo, por sua vez, volta suas atenções para a Copa Norte. Também na próxima quarta-feira, às 20h00 (de Brasília), o time jogará contra o Amazonas no Estádio Mangueirão, pela terceira rodada do torneio regional.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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