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Definidos os confrontos da quinta fase da Copa do Brasil

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizou nesta segunda-feira o sorteio que definiu os confrontos da quinta fase da Copa do Brasil, etapa que marca a entrada de diversos clubes tradicionais na competição. Os 16 duelos sorteados prometem intensificar a disputa pelo título do torneio eliminatório.

Entre os embates definidos, um dos times recém-chegados enfrentará o Barra-SC, uma equipe estreante no campeonato, com o jogo de ida fora de casa e a volta em seus domínios. Outro grande nome do futebol nacional terá como adversário o Jacuipense-BA.

Haverá também um confronto entre um dos clubes estreantes e o Coritiba, enquanto outra equipe do mesmo grupo jogará contra o Juventude. Para alguns desses clubes que iniciam agora, a partida de ida será em casa, com a decisão da vaga acontecendo fora.

O vice-campeão da edição anterior também teve seu adversário definido: o Paysandu.

O Sorteio

Para assegurar a competitividade dos jogos, os 32 times classificados foram divididos em dois potes com 16 equipes cada, conforme suas posições no ranking nacional de clubes da CBF. O pote A reuniu os 16 clubes mais bem ranqueados, e o pote B, os demais. Dos 20 clubes da Série A que ingressaram nesta fase, algumas equipes como Chapecoense, Coritiba, Mirassol, Remo e Vitória foram sorteadas do segundo pote.

Formato e datas

Diferente das etapas anteriores, os confrontos da quinta fase da Copa do Brasil serão disputados em jogos de ida e volta, adicionando uma camada extra de estratégia e emoção. As partidas de ida estão previstas para o dia 22 de abril, com os jogos de volta agendados para 13 de maio, de acordo com o calendário base divulgado pela CBF.

Com a inclusão de novas equipes e o formato de mata-mata em dois jogos, a Copa do Brasil segue para uma fase ainda mais decisiva, prometendo fortes emoções nas próximas semanas.

Veja os duelos da quinta fase da Copa do Brasil:

Jogos de ida

  • Atlético-MG x Ceará
  • Goiás x Cruzeiro
  • Athletico-PR x Atlético-GO
  • Flamengo x Vitória
  • Grêmio x Confiança
  • Paysandu x Vasco
  • Fortaleza x CRB
  • Bahia x Remo
  • Botafogo x Chapecoense
  • Red Bull Bragantino x Mirassol
  • Barra-SC x Corinthians
  • Operário-PR x Fluminense
  • Palmeiras x Jacuipense-BA
  • Athletic-MG x Internacional
  • Santos x Coritiba
  • São Paulo x Juventude

Jogos de volta

  • Ceará x Atlético-MG
  • Cruzeiro x Goiás
  • Atlético-GO x Athletico-PR
  • Vitória x Flamengo
  • Confiança x Grêmio
  • Vasco x Paysandu
  • CRB x Fortaleza
  • Remo x Bahia
  • Chapecoense x Botafogo
  • Mirassol x Red Bull Bragantino
  • Corinthians x Barra-SC
  • Fluminense x Operário-PR
  • Jacuipense-BA x Palmeiras
  • Internacional x Athletic-MG
  • Coritiba x Santos
  • Juventude x São Paulo

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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