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Flamengo goleia o Remo no Maracanã e conquista a quarta vitória seguida no Brasileirão

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O Flamengo não deu chances ao Remo e garantiu sua quarta vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro, ao bater o time paraense por 3 a 0 na noite desta quinta-feira, em partida válida pela sétima rodada do torneio. No Maracanã, os gols de Léo Ortiz, Samuel Lino e Luiz Araújo consolidaram a boa fase rubro-negra e impulsionaram a equipe na tabela.

Com o resultado, o time carioca alcançou os 13 pontos, subindo para a quarta colocação do Brasileirão. Em contraste, o Remo segue em situação delicada, amargando a lanterna da Série A com apenas três pontos conquistados.

Domínio Rubro-Negro com gols bem construídos

A partida começou com o Flamengo pressionando, mas foi o Remo quem teve a primeira oportunidade clara, com Vitor Buenos chutando por cima do travessão aos cinco minutos. Contudo, a equipe da casa logo retomou o controle e abriu o placar aos 18 minutos: após cobrança de escanteio, Léo Ortiz subiu mais alto que a defesa adversária e cabeceou firme para o fundo das redes de Marcelo Rangel. O Remo ainda tentou reagir, com Patrick de Paula quase empatando aos 30, mas o Flamengo soube administrar a vantagem mínima até o intervalo, assustando em lances com Samuel Lino e Pedro.

No segundo tempo, a eficiência flamenguista veio à tona. Logo aos dois minutos, Samuel Lino tabelou com Luiz Araújo e finalizou, contando com um desvio na zaga que enganou o goleiro remista, ampliando para 2 a 0. A equipe não diminuiu o ritmo e, apenas cinco minutos depois, Luiz Araújo recebeu na área e bateu no canto, fazendo o terceiro gol e selando a vitória. Com o placar elástico, o Flamengo gerenciou a posse de bola, enquanto o Remo, sem forças para reagir, pouco ameaçou a meta adversária até o apito final.

Próximos desafios

Agora, o Flamengo se prepara para um clássico nacional contra o Corinthians, no domingo (22), às 20h30 (de Brasília), na Neo Química Arena, em mais um desafio pelo Campeonato Brasileiro. Já o Remo tentará reverter sua situação no mesmo dia, às 16h (de Brasília), quando receberá o Bahia no Mangueirão.

Próximos Jogos:

  • Corinthians x Flamengo
    • Data e Horário: 22 de março de 2026 (domingo) | 20h30 (de Brasília)
    • Competição: Campeonato Brasileiro
    • Local: Neo Química Arena
  • Remo x Bahia
    • Data e Horário: 22 de março de 2026 (domingo) | 16h (de Brasília)
    • Competição: Campeonato Brasileiro
    • Local: Mangueirão

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 3 x 0 REMO
Competição Campeonato Brasileiro
Local Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data 19 de março de 2026 (quinta-feira)
Horário 21h (de Brasília)
Árbitro Paulo Cesar Zanovelli da Silva (MG)
Assistentes Neuza Inês Back (SP) e Carlos Eduardo Ribeiro Santos (MT)
VAR Daiane Muniz (SP)
Cartões Amarelos Flamengo: Pulgar, Léo Pereira
Remo: Patrick de Paula, José Welison
Cartões Vermelhos Nenhum
GOLS
Léo Ortiz 19′ do 1ºT (Flamengo)
Samuel Lino 3′ do 2ºT (Flamengo)
Luiz Araújo 9′ do 2ºT (Flamengo)
ESCALAÇÃO FLAMENGO
Rossi, Emerson Royal (Varela), Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro (Ayrton Lucas); Pulgar, Jorginho (Everton Cebolinha) e Arrascaeta (Paquetá); Luiz Araújo, Samuel Lino (Carrascal) e Pedro
Técnico: Leonardo Jardim
ESCALAÇÃO REMO
Marcelo Rangel, Marcelinho, Marllon, Tchamba e Kayky; Picco (José Welison), Zé Ricardo (Jaderson), Patrick de Paula (Gabriel Taliari) e Vitor Bueno (Yago Pikachu); Alef Manga e Jajá (Patrick)
Técnico: Léo Condé

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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