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Roda de conversa aborda prevenção à violência contra mulheres

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A Escola Estadual Welson Mesquita de Oliveira, no bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá, recebeu o projeto FloreSer na manhã desta sexta-feira (06/03). Cerca de 40 estudantes dos 1º e 2º anos participaram das rodas de conversa conduzidas pelas profissionais do Espaço Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso.Na abertura das atividades, a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar, falou aos estudantes, com idades entre 14 e 16 anos, sobre relacionamentos saudáveis e sobre os serviços ofertados pelo Núcleo às mulheres e meninas em situação de violência.“São cinco promotorias e, além de atuar em uma delas, também estou na coordenação do Núcleo que integra o Espaço Caliandra, um espaço de atendimento às vítimas. Todas as mulheres que estão em situação de violência e precisam de ajuda podem procurar esse serviço”, explicou.A promotora também incentivou os alunos a participarem do concurso de produção de vídeo que será lançado nos próximos dias pelo projeto. A iniciativa vai premiar as equipes que produzirem os melhores vídeos sobre a temática da violência doméstica e familiar, com foco na conscientização e na redução dos índices de violências contra as mulheres no Estado de Mato Grosso. A escola dos alunos vencedores também será premiada.A aluna do 1º ano S.N.S., participou das dinâmicas e destacou que o conteúdo sobre as leis de enfrentamento à violência contra as mulheres foi o que mais lhe chamou atenção. “Essa palestra foi muito boa. Mostrou para a gente que não devemos aceitar um relacionamento tóxico, que é preciso manter distância e cuidar uns dos outros. Foram explicados os tipos e as formas de violência contra as mulheres, além da lei. Esse foi o ponto principal para mim”, afirmou.Seu colega de sala, M.R.S., também ressaltou a importância da discussão sobre o tema no ambiente escolar. “Isso é muito importante para as mulheres e para nós, como seres humanos, ter entidades que acolhem as meninas. Alguns brincaram, outros compreenderam, e espero que todos entendam que tratar mal as mulheres é errado. Eu entendi que precisamos cuidar, respeitar e não cometer abusos”, disse.O Projeto FloreSer aborda, de forma didática e sensível, a violência de gênero nas relações afetivas, apresentando indicadores de abuso que, quando intensificados, podem evoluir para violência física e até ao feminicídio. Durante as dinâmicas, como a atividade “Abuso ou Amor?”, os estudantes são estimulados a refletir sobre situações do cotidiano nas relações, como ciúmes excessivos, invasão de privacidade, controle sobre o celular, restrição de amizades e outros comportamentos relacionados à posse e ao controle.O Projeto FloreSer conta com a parceria da Energisa Mato Grosso e da TV Centro América.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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Corregedoria desenvolve automação para tornar decisões judiciais mais uniformes

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Captura de tela do sistema PJe (Processo Judicial Eletrônico). À esquerda, lista com vários processos; à direita, painel de A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), está desenvolvendo uma série de automações voltadas à modernização das rotinas judiciais da Primeira Instância.

A primeira delas é uma ferramenta que utiliza inteligência artificial para identificar automaticamente processos que podem estar relacionados a precedentes qualificados, entendimentos já consolidados pelos tribunais sobre processos semelhantes. A inciativa contribui para a uniformização da jurisprudência e para maior eficiência na gestão processual.

Chamada de LegalFlow, a solução faz a leitura da petição inicial logo após a distribuição no Processo Judicial Eletrônico (PJe) e compara seu conteúdo com uma base de dados de precedentes qualificados. Quando a ferramenta identifica possível correspondência, o sistema cria no PJe uma tarefa denominada “Analisar Precedentes”, permitindo que o usuário avalie a sugestão apresentada pela inteligência artificial.

Na tela, o magistrado ou assessor visualiza um resumo da petição inicial, o precedente identificado e informações sobre o grau de similaridade entre os temas. Caso concorde com a indicação, pode vincular uma etiqueta ao processo para facilitar sua identificação e tratamento. Se entender que não há relação entre o caso concreto e o precedente apontado, basta encerrar a tarefa e o processo segue sua tramitação normal.

Segundo o diretor do DAPI, Guilherme Schultz, a iniciativa busca enfrentar um desafio recorrente da atividade jurisdicional, a identificação de demandas submetidas a precedentes qualificados.

“Atualmente essa análise exige consultas em diferentes bases de dados e fontes de informação, o que impacta tanto no tempo necessário para pesquisa como na qualidade das respostas. Com a automação, conseguimos agilizar esse trabalho, favorecer a uniformização da jurisprudência e contribuir para uma gestão mais eficiente dos processos”, explica.

Nesta primeira etapa, a ferramenta está voltada à identificação de processos relacionados aos Incidentes de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDRs), mecanismo utilizado pelos tribunais para uniformizar o entendimento sobre questões jurídicas que se repetem em diversas ações.

A gestora administrativa do DAPI, Milena Valle Rodrigues, explica que a ferramenta vem sendo utilizada em processos que tramitam nas Varas com competência em Fazenda Pública em todo o Estado. A expectativa, segundo ela, é que a solução seja disponibilizada para todas as unidades judiciais a partir de agosto.

“Também estamos trabalhando na expansão da base de consulta. Até o fim do mês, a ideia é incluir precedentes qualificados do Supremo Tribunal Federal, o STF, e do Superior Tribunal de Justiça, o STJ. Ampliando o alcance da automação e o suporte oferecido às unidades judiciais”, detalha.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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