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Grêmio vence Juventude nos pênaltis e garante vaga na final do Gauchão

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Em uma partida eletrizante e decidida nos pênaltis, o Grêmio superou o Juventude por 4 a 1, após um empate em 1 a 1 no tempo regulamentar, neste domingo (21) no Estádio Alfredo Jaconi. Com a vitória, o Tricolor carimba seu passaporte para a grande final do Campeonato Gaúcho, onde protagonizará mais um clássico Grenal contra o Internacional. As datas e horários do confronto decisivo ainda serão definidos.

O zagueiro Viery marcou o gol gremista, enquanto Gabriel Taliari balançou as redes para o Papo. No drama das penalidades, a eficiência tricolor falou mais alto, garantindo a vaga na disputa pelo título estadual.

O jogo

Jogando em seus domínios, o Juventude impôs seu ritmo no primeiro tempo, mostrando-se superior e criando as melhores oportunidades. Aos 23 minutos, a pressão deu resultado. Após um pênalti cometido por Manuel Castro, o atacante Gabriel Taliari cobrou com categoria, deslocando o goleiro Weverton e abrindo o placar para o time da casa, levando a torcida alviverde ao delírio antes do intervalo.

Com a desvantagem no placar, o Grêmio retornou para a segunda etapa com uma postura mais ofensiva e determinada a buscar o empate. Aos 25 minutos, a insistência gremista foi recompensada. Em um lance de bate-rebate na área do Juventude, o zagueiro Viery aproveitou a oportunidade e finalizou com precisão, sem chances para o goleiro Jandrei, igualando o marcador e reacendendo as esperanças do Grêmio.

Com o empate persistindo até o apito final, a emoção tomou conta do Alfredo Jaconi, levando a decisão da vaga para as cobranças de pênaltis.

Drama nos pênaltis e classificação Gremista

Na disputa da marca da cal, o Grêmio demonstrou frieza e precisão. A equipe converteu todas as suas quatro cobranças, com gols de Carlos Vinícius, Noriega, Gabriel Mec e Marlon, não dando chances ao adversário. Pelo lado do Juventude, a sorte não sorriu. A equipe viu Rodrigo Sam ter sua cobrança defendida pelo goleiro Weverton e Juan Christian desperdiçar sua chance ao acertar o travessão. A única conversão do Papo veio com Mandaca. Com o placar final de 4 a 1 nas penalidades, o Grêmio assegurou sua presença em mais uma final do Campeonato Gaúcho.

Próximos compromissos 

Antes da aguardada final do Gauchão, as equipes terão outros desafios. O Grêmio volta a campo já na próxima quarta-feira, 25 de fevereiro, às 21h30 (de Brasília), para enfrentar o Atlético-MG na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Já o Juventude terá um compromisso pela Copa do Brasil. A equipe de Caxias do Sul receberá o Guaporé-RO na quinta-feira, 5 de março, às 21h30 (de Brasília), no Alfredo Jaconi, em partida válida pela 3ª fase do torneio nacional.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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