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Palmeiras goleia o Vitória por 5 a 1 no Brasileirão
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O Palmeiras estreou com vitória no Campeonato Brasileiro e de forma convincente. Na noite desta quarta-feira, o Verdão goleou o Vitória por 5 a 1 na Arena Crefisa Barueri, em partida válida pela segunda rodada da competição. Murilo, Gustavo Gómez, Maurício, Allan e Ramón Sosa foram os artilheiros do time paulista, enquanto Dudu descontou para a equipe baiana.
O triunfo traz um alívio para o Palmeiras, que vinha de dois jogos sem vitória, e chega em boa hora antes do clássico contra o Corinthians pelo Campeonato Paulista no próximo domingo. Com os três pontos somados, o Alviverde alcança a vice-liderança do Brasileirão, com quatro pontos, atrás apenas de Botafogo e Red Bull Bragantino (ambos com seis). O Vitória, por sua vez, mantém seus três pontos e cai para a décima posição na tabela.
O jogo
O Palmeiras começou a partida ditando o ritmo, pressionando o adversário desde os primeiros minutos. Aos dez minutos, Gustavo Gómez cabeceou com perigo após cruzamento de Andreas Pereira. Pouco depois, Allan teve uma chance defendida pelo goleiro Gabriel. Aos 17, o Verdão teve uma grande oportunidade quando, após um bate-rebate na área, Flaco López finalizou para o gol vazio, mas o zagueiro Caíque conseguiu um corte providencial em cima da linha.
A pressão palmeirense foi recompensada aos 23 minutos. Andreas Pereira cobrou escanteio, Murilo subiu mais alto que a defesa e cabeceou para abrir o placar, com a bola desviando em Zé Marcos antes de entrar. Apenas cinco minutos depois, Gustavo Gómez ampliou. Em nova bola levantada na área após falta de Andreas, Murilo escorou e o capitão palmeirense finalizou com categoria, por cobertura, fazendo 2 a 0. O Vitória teve uma boa chance aos 37 minutos com Aitor, mas parou em grande defesa de Carlos Miguel. Já nos acréscimos da primeira etapa, Maurício tabelou com Andreas Pereira, que serviu Piquerez. O lateral cruzou rasteiro para Maurício, livre na pequena área, empurrar para o gol e levar o Palmeiras com uma confortável vantagem de 3 a 0 para o intervalo.
Vitória reage, mas Palmeiras mantém o ritmo
O segundo tempo começou com o Palmeiras assustando novamente, e Flaco López teve uma finalização bloqueada. Logo em seguida, o Vitória quase diminuiu em uma falha do goleiro Carlos Miguel, mas Khellven salvou em cima da linha. O time baiano, no entanto, conseguiu seu gol de honra aos dez minutos: Dudu tabelou bem e, da entrada da área, finalizou por cima de Carlos Miguel para fazer 3 a 1.
A reação do Leão não durou muito. Aos 14 minutos, Piquerez quase fez o quarto em uma bomba no travessão. O Palmeiras retomou o controle e, aos 17, Allan acertou um belo chute de fora da área, sem chances para o goleiro, ampliando para 4 a 1. Aos 34 minutos, Ramón Sosa, que havia entrado no decorrer da partida, arriscou de longe, e a bola desviou em Luan Cândido, encobrindo Gabriel e selando a goleada em 5 a 1.
Próximos confrontos
Palmeiras agora se prepara para um clássico contra o Corinthians, no domingo, 8 de fevereiro de 2026, às 20h30 (de Brasília), pela sétima rodada do Campeonato Paulista, na Neo Química Arena.
Vitória jogará no sábado, 7 de fevereiro de 2026, às 16h (de Brasília), contra o Jequié, pela sétima rodada do Campeonato Baiano, no Estádio Waldomirão.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Palmeiras 5 x 1 Vitória | |
| Competição | Campeonato Brasileiro (2ª rodada) |
| Local | Arena Crefisa Barueri, em Barueri (SP) |
| Data | 4 de fevereiro de 2026 (quarta-feira) |
| Horário | 21h30 (de Brasília) |
| Público | 8.953 torcedores |
| Renda | R$ 263.547,00 |
| Arbitragem | |
|---|---|
| Árbitro | Sávio Pereira Sampaio (DF) |
| Assistentes | Bruno Boschilia (PR) e Leila Naiara Moreira da Cruz (DF) |
| VAR | Daniel Nobre Bins (RS) |
| Gols |
|---|
| Murilo, aos 23′ do 1°T (Palmeiras) |
| Gustavo Gómez, aos 28′ do 1°T (Palmeiras) |
| Mauricio, aos 49′ do 1°T (Palmeiras) |
| Dudu, aos 10′ do 2°T (Vitória) |
| Allan, aos 18′ do 2°T (Palmeiras) |
| Ramón Sosa, aos 34′ do 2°T (Palmeiras) |
| Cartões | |
|---|---|
| Amarelos (Palmeiras) | Allan |
| Amarelos (Vitória) | Nathan Mendes, Jair Ventura, Ramon, Zé Marcos e Lawan |
| Vermelhos | Nenhum |
| Escalações |
|---|
| PALMEIRAS |
| Carlos Miguel; Khellven, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Marlon Freitas, Andreas Pereira (Luis Pacheco) e Mauricio (Larson); Allan (Sosa), Flaco López (Bruno Rodrigues) e Vitor Roque (Luighi). |
| Técnico: Abel Ferreira |
| VITÓRIA |
| Gabriel, Nathan Mendes (Mateus S.), Riccieli (Dudu) e Zé Marcos (Luan Cândido); Neris, Baralhas, Caíque Gonçalves e Ramon; Fabri (Lawan), Aitor e Erick (Matheuzinho). |
| Técnico: Jair Ventura |
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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