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Deputado Dilmar Dal Bosco articula solução junto à Sinfra para o rio Chimari e avança em resposta para a logística em Nova Bandeirantes

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Deputado Dilmar Dal Bosco em reunião na Sinfra, com secretário Marcelo Padeiro, prefeito Rogério e Souza, de Nova Bandeirantes e Casciano Martins Reis e o vereador Helio de Novo Mundo

Deputado Dilmar Dal Bosco em reunião na Sinfra, com secretário Marcelo Padeiro, prefeito Rogério e Souza, de Nova Bandeirantes e Casciano Martins Reis e o vereador Helio de Novo Mundo

Foto: JUNIOR POYER

A articulação do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União), junto ao governo de Mato Grosso garantiu, nesta segunda-feira (26), o encaminhamento para a construção de uma ponte de concreto sobre o rio Chimari, na divisa de Nova Bandeirantes com Apiacás. A definição ocorreu em agenda na Secretaria de Infraestrutura e Logística, em Cuiabá, junto do prefeito Rogério de Souza (REP), após demanda formalizada anteriormente. A obra é tratada como prioridade para melhorar a mobilidade regional e dar mais segurança ao transporte ligado à produção.

Além da ponte de concreto, a reunião também consolidou o encaminhamento de um estudo hidrológico e o compromisso de disponibilização de tubos Armco, material usado em obras de drenagem e travessias, para que a prefeitura substitua, de forma gradual, pontes de madeira no município. A medida busca reduzir pontos críticos em estradas vicinais, aumentar a segurança no tráfego e dar mais previsibilidade ao transporte, especialmente em períodos de chuva, quando a rede de pontes de madeira costuma exigir manutenção constante.

Dilmar Dal Bosco afirmou que o encaminhamento foi construído com agenda, cobrança e alinhamento técnico com a equipe do Estado. “O prefeito Rogério me ligou na semana passada e fez questão de vir a Cuiabá, porque obra de infraestrutura não espera, tem que ter projeto, conversa direta e decisão. A ponte do Chimari vai desenvolver a região e melhorar o escoamento da safra, que já vinha sendo garantido com manutenção feita pela prefeitura”, declarou. O deputado também ressaltou que segue buscando parcerias com o governador Mauro Mendes e com o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, para ampliar investimentos no município.

O prefeito Rogério de Souza avaliou que o projeto chegou à etapa decisiva após a apresentação técnica e citou a parceria com o empresário Gustavo Piccoli, que patrocinou o projeto. Para ele, a autorização abre caminho para uma estrutura mais durável e com impacto direto na rotina de quem depende das estradas. “A ponte do Chimari significa logística e segurança para quem vive da estrada. Com o projeto pronto e a decisão tomada, a obra ganha caminho para sair do papel. A troca gradual das pontes de madeira por estruturas mais firmes, com tubos Armco, reduz risco e manutenção”, afirmou.

Ao final do encontro, Dilmar reforçou o compromisso de acompanhar os próximos passos, da liberação técnica ao cronograma de execução. “Podem contar comigo na Assembleia e junto ao Governo do Estado. Quando a prefeitura, os vereadores e o estado trabalham na mesma direção, a entrega aparece na estrada, na ponte e na vida de quem precisa passar por ela todos os dias”, disse Dilmar, que confirmou visita a Nova Bandeirantes nos próximos dias.

Fonte: ALMT – MT



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Estudo legislativo aponta para a necessidade de novas reformas para estabilizar a dívida pública

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Estudo da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados sinaliza o aumento da dívida pública brasileira nos próximos anos, em contraste com as projeções do governo, que indicam queda a partir de 2029. Em maio, a dívida era de 81,1% do Produto Interno Bruto, mas as projeções de especialistas apontam para mais de 100% entre 2032 e 2035.

O autor do estudo, o consultor Paulo Bijos, afirma que o governo eleito terá que apresentar novas soluções estruturais até 15 de abril de 2027, quando será apresentado o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2028.

Boa parte do trabalho busca responder à pergunta sobre qual seria o nível preocupante para a dívida pública. Isso porque a legislação atual preconiza a necessidade de estabilização do endividamento.

Estudo de 2025 citado pelo consultor analisou as contas de 172 países e identificou limites máximos para a sustentabilidade da dívida, que seriam de 124% do PIB para países desenvolvidos, 76% para países emergentes e 57% para países de baixa renda.

Para o Brasil, por causa de fatores como nível da taxa de juros, crescimento econômico e tributação, o nível máximo seria de 103,3% do PIB em 2024.

Dívida e crise
Bijos ressalta que é preciso ter uma atitude preventiva. “Uma postura prudencial, com efeito, deveria preservar certo distanciamento de limites máximos para a dívida pública, até mesmo para que se preserve espaço fiscal para a ampliação da dívida em momentos de crises, quando são acionadas políticas anticíclicas expansionistas”, afirma.

Ele explica que existe um conceito chamado de “fadiga fiscal”, que é quando o país perde gradualmente a capacidade de reação fiscal por meio da geração de superávits primários (receitas de impostos maiores que as despesas primárias) na intensidade necessária para estabilizar a dívida pública. Isso porque existem limites tanto para o aumento da tributação quanto para o corte de gastos de despesas correntes.

“O Brasil, ao que parece, já opera em uma região de resistência para novos aumentos de carga tributária, e o gasto público tenderá a ser constantemente pressionado, nos anos futuros, em decorrência da transição demográfica em curso no país”, diz Bijos.

Ajuste fiscal
Paulo Bijos afirma que, para gerar superávits capazes de estabilizar a dívida em 80% do PIB, o país teria que fazer um ajuste fiscal equivalente a R$ 330 bilhões anuais. Para se ter uma ideia do tamanho disso, no Orçamento de 2026 as despesas não obrigatórias estão em torno de R$ 240 bilhões.

O estudo compara a dívida brasileira com a de outros países porque constantemente é citado o exemplo do Japão, que tem uma dívida de mais de 200% do PIB e não sofreria tanta pressão pela redução. O consultor explica que os países mais ricos têm um custo menor para arcar com a dívida porque as taxas de juros são baixas.

O estudo conclui que, por causa do período eleitoral, a discussão sobre novas reformas deverá ser adiada para o final deste ano.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Roberto Seabra



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