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Brasil conquista bicampeonato da Kings World Cup Nations com goleada no Allianz Parque

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O Brasil fez história novamente na Kings World Cup Nations, conquistando o bicampeonato consecutivo ao golear o Chile por 6 a 2 na grande final, disputada neste sábado (17) no Allianz Parque. A vitória convincente consolidou a hegemonia brasileira na competição, em uma noite que contou com presenças ilustres e muita emoção.

Em um ambiente festivo, o craque Neymar, em recuperação de uma cirurgia no joelho, marcou presença e motivou a equipe brasileira com um discurso inspirador antes de a bola rolar. O Fenômeno Ronaldo também esteve no estádio do Palmeiras, prestigiando a decisão.

A partida começou com o Brasil em ritmo acelerado. Leleti abriu o placar após receber um passe decisivo de Lipão, em um lance que se deu na dinâmica de 2×2. Pouco depois, os papéis se inverteram, com Leleti devolvendo a gentileza para Lipão, que finalizou de primeira e ampliou a vantagem. Com as equipes completas em campo (5×5), Dedo marcou o terceiro gol brasileiro. O Chile conseguiu diminuir no shootout com Nacho, mantendo a esperança viva.

Na volta do intervalo, a equipe chilena mostrou poder de reação e marcou o segundo gol com Mathi, prometendo um segundo tempo ainda mais disputado. E foi exatamente isso que aconteceu: a partida se tornou mais acirrada, com muitas faltas e poucas chances claras de gol para ambos os lados. No entanto, faltando oito minutos para o final, o Brasil retomou o controle. Lipão voltou a balançar as redes, seguido por Leleti, que marcou o quinto em um rápido contra-ataque. Para fechar a goleada e celebrar o título, Kelvin selou o placar em 6 a 2, garantindo a festa brasileira no Allianz Parque.

Com este triunfo, o Brasil reafirma sua força no cenário internacional da Kings League, celebrando o bicampeonato diante de sua torcida em uma noite memorável.

FICHA TÉCNICA

 BRASIL 6 x 2 CHILE
Competição Final da Copa do Mundo Kings League
Local Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data 17 de janeiro de 2026 (sábado)
Horário 20h00 (de Brasília)
Gols
Brasil Leleti, a 1′ do 1ºT
Brasil Lipão, aos 4′ do 1ºT
Brasil Dedo, aos 6′ do 1ºT
Chile Herrera, aos 8′ do 1ºT
Chile Mathi, a 1′ do 2ºT
Brasil Lipão, aos 12′ do 2ºT
Brasil Leleti, aos 15′ do 2ºT
Brasil Kelvin, aos 17′ do 2ºT
Cartões Amarelos
Brasil Canhoto e Andreas Vaz
Chile Vilches

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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