Agricultura
Mercado estima alta de até 12% nos fretes agrícolas em 2025
Agricultura
O setor de transporte rodoviário do agronegócio brasileiro registrou um crescimento significativo em 2024, com um aumento de 5,3% no volume de fretes em comparação ao ano anterior, conforme dados da plataforma Frete.com.
Esse avanço foi impulsionado principalmente pelo transporte de soja e fertilizantes, que representaram 22% e 23% dos fretes do setor, respectivamente. A soja destacou-se com um crescimento de 25,7% nos fretes, enquanto os fertilizantes tiveram um aumento de 5,1% no mesmo período.
A antecipação das compras de fertilizantes pelos agricultores, motivada pela elevação nos preços das commodities e tensões geopolíticas, contribuiu para esse cenário. As importações brasileiras de adubos atingiram um recorde de 44,3 milhões de toneladas em 2024, um crescimento de 8,3% em relação ao ano anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Para 2025, as perspectivas indicam continuidade no crescimento do setor. A safra brasileira de grãos, leguminosas e oleaginosas está projetada para alcançar 325,3 milhões de toneladas, um aumento de 11,1% em relação a 2024, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em consequência, a estimativa é de que aumento nos preços do diesel e a escassez de motoristas podem pressionar os custos do transporte, com alta de até 12% nos fretes agrícolas este ano.
Esse incremento na produção agrícola deverá intensificar a demanda por transporte rodoviário, especialmente para o escoamento da safra de soja, cuja colheita concentrada entre fevereiro e março pode elevar os preços dos fretes em até 20%.
Entretanto, desafios permanecem. A volatilidade nos preços dos fertilizantes, influenciada por tensões geopolíticas e oscilações cambiais, gera incertezas para 2025. Embora não haja expectativa de escassez de adubos, o Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, pode enfrentar variações nos custos desses insumos.
Em resumo, o agronegócio brasileiro demonstra resiliência e potencial de crescimento para 2025, impulsionado por uma safra robusta e demanda consistente por transporte. No entanto, é crucial que o setor permaneça atento às variáveis econômicas e logísticas para manter sua competitividade e eficiência.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Atenção para a declaração de rebanho obrigatória
A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.
Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.
A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.
Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.
Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.
A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.
Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.
O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.
Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.
Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.
Fonte: Pensar Agro
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