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Potencial leiteiro ganha atenção especial da Prefeitura de Cuiabá
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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, vem implementando, através da lei 6.809, o fortalecimento das cadeias produtivas, dentre delas, a bovinocultura leiteira.
Com esse foco e a convite do presidente do MT Leite, Dolor Vilela, a equipe liderada pelo secretário Smated, Felipe Correa, fez uma visita técnica para conhecer uma propriedade que está em estágio avançado de produção de leite, no município de Campo Verde.
“Embora a nossa capital tenha processos tecnológicos baixos nos seus nichos produtivos, o leite é um elemento forte na região. E o fato de ter essa vantagem, essa grande possibilidade e potencial de retornar a ser forte na área rural, faz com que o poder público municipal se manifeste buscando o alcance de uma tecnologia adequada. Nós visitamos o seu Irineu de Paula Ferreira, lá na Fazenda Santa Laura, e nos surpreendemos”, observou o engenheiro da Smated, Reginaldo Lemos.
O pecuarista iniciou a atividade há 14 anos, na época sozinho e com uma vaca que produzia 28 litros e, hoje, são aproximadamente 140 vacas girolandas, das quais 100 estão em produção. Em sua trajetória, houve momentos difíceis, de muito trabalho, especialmente nos primeiros 10 anos, mas ele persistiu buscando conhecimento e implementando melhorias tecnológicas.
Sua produção saltou de 28 litros para 3.000 litros de leite por dia. A fazenda ocupa uma área de 150 hectares, sendo 35 hectares destinados ao gado, além da reserva legal. O negócio conta com quatro colaboradores que ajudam nas atividades diárias.
O segredo do sucesso, segundo ele, é levantar cedo e trabalhar incansavelmente. “Acordava às 3h da madrugada e ia até tarde, sem parar, mas agora o resultado chegou”, disse ele.
Para a conquista, seu Irineu buscou suporte e planejamento, incluindo a Cooperativa MT Leite, que lhe proporcionou conhecimento e assistência para administrar o negócio. Com base no conhecimento adquirido, ampliou a visão do negócio, soube calcular à quantidade de produto necessária para amortizar os investimentos que realizaria. Sua propriedade é autossuficiente, produzindo a ração do gado e preparando a selagem de milho para enfrentar o período de estiagem, que é quando há escassez de alimento. “Comece certo, com pasto bom e compre novilhas, pois as vacas precisam de um ano para se adaptar.”
O secretário da Smated, Felipe Correa enfatizou que o sucesso desse negócio está mais relacionado ao empreendedorismo e ao conhecimento do produtor, que no investimento na propriedade em si. Essa realidade contribui para o desenvolvimento dos projetos da Secretaria de Agricultura de Cuiabá, que busca agregar ações para apoiar a Agricultura Familiar e ampliar a assistência rural. Uma parceria com a Empaer, que em breve será formalizada, permitirá oferecer o suporte necessário para melhorar a qualidade dos animais e a produção leiteira.
Cuiabá tem outros fatores que podem influenciar, tanto de solo como situações climáticas. “Para alavancar a cadeia leiteira no município de Cuiabá, é essencial combinar o investimento na propriedade com o apoio ao produtor. O exemplo do seu Irineu é uma referência de como a dedicação, o conhecimento e o planejamento podem transformar uma pequena propriedade em um negócio de sucesso”, frisou Corrêa.
A proposta da Smated para os parceiros da Embaixada Cuiabana e do município de Cuiabá é parecida.
“Nós convidamos o secretário Felipe para ver que a produção do leite é viável, em seus diversos formatos, desde pequeno, médio e grande. Aqui é uma estrutura diferenciada, para ter uma noção do que é possível. A visita é para essa finalidade, aqui o modelo de produção é diferente do que temos na região de Cuiabá, mas é possível, desde que tenha tecnologia e investimento. E tudo pode ser feito no sistema modular (diversos tamanhos), basta a pessoa se interessar”, explicou o presidente do MT Leite, Dolor Vilela.
Sustentabilidade e bem-estar Animal
Na fazenda Santa Laura tudo é aproveitado, incluindo os dejetos dos animais, aproveitados como adubo, evitando o uso de fertilizantes químicos. O gado é tratado com muito cuidado. A fazenda conta com infraestrutura moderna, como ventiladores gigantes que refrescam as vacas e sistemas que garantem a qualidade do leite. O leite é armazenado imediatamente após a ordenha, com todo o cuidado necessário para manter sua qualidade. E os animais, após a ordenha tomam banho.
Aos 52 anos de idade, Irineu, com a produção leiteira, que é comercializada em Campo Verde e municípios vizinhos, sustenta sua propriedade e família e de seus colaboradores, contribuindo com a geração de emprego.
Se tivesse que começar tudo de novo, ele faria, mas com mais experiência. “A gente vai apanhando, vai aprendendo. Fazia com outra cabeça, mas faria tudo de novo. Não me arrependo, valeu a pena”, afirma.
#PraCegoVer#
A imagem mostra três homens vestidos com camisa azul clara em um ambiente de criação de vacas. É possível visualizar seis animais.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes
Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.
Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.
A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.
“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.
Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.
A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”
Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.
“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.
Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.
“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.
Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.
Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.
“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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