SER FAMÍLIA MULHER
Primeira-Dama recebe homenagem em Primavera do Leste pelo engajamento no combate à violência doméstica
Durante o evento, foi apresentada a campanha “MT Por Elas”, com os kits de divulgação, uma iniciativa do programa idealizado por Virginia Mendes
Política
Primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, acompanhada da secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Grasi Bugalho, participou da cerimônia de encerramento do Agosto Lilás em Primavera do Leste. O evento foi promovido pela Setasc em parceria com a Secretaria de Ação Social do Município e o Conselho Municipal de Direitos Humanos. Na ocasião, Virginia Mendes foi homenageada pelo conselho municipal.
Durante o evento, foi apresentada a campanha “MT Por Elas”, com os kits de divulgação, uma iniciativa do Programa SER Família Mulher, idealizada pela primeira-dama, com o objetivo de expandir a conscientização sobre os crimes de violência contra a mulher.
Virginia Mendes agradeceu a participação e o engajamento do município no combate à violência doméstica, declarando: “Agradeço a todos vocês pelo empenho. Eu sonho, mas vocês são os responsáveis por fazer acontecer. Meu agradecimento ao prefeito Léo, à primeira-dama Ester, à secretária Grasi e sua equipe, à minha equipe UNAF, à Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Assistência Social e toda a rede.”
Ela compartilhou o caso de uma jovem que a procurou durante um evento do Agosto Lilás em Cuiabá: “Ontem mesmo, uma moça de 24 anos, que conviveu por cinco anos com o ex-marido, infelizmente se tornou vítima. Sem ter ninguém no estado, ela me procurou e eu a ouvi como se fosse minha filha. Ela me mostrou as marcas das agressões e me falou sobre os abusos psicológicos que até então achava normais. Mas, quando foi agredida fisicamente, percebeu que precisava reagir e procurou ajuda, registrando um boletim de ocorrência.”
Virginia Mendes revelou que a jovem permitiu que sua história fosse divulgada nas redes sociais, mesmo com as ameaças que continua a receber. “Esse homem, de 40 anos, empresário e influente, já tem oito boletins de ocorrência contra ele, além de outros registros de outras vítimas, e continua livre, levando uma vida normal”, compartilhou.
A primeira-dama também expressou sua frustração com a falta de efetividade das leis: “Parece que estamos enxugando gelo. Por isso, tomei a iniciativa de divulgar vídeos que mostram como as agressões acontecem. Meu marido até comentou que as imagens estavam muito fortes, mas fui pragmática e disse que era necessário, porque essa é a realidade enfrentada por muitas mulheres.”
Por seu engajamento e dedicação à causa das mulheres vítimas de violência doméstica, Virginia Mendes foi homenageada pela presidente do conselho, Gerlane Ramos, e pela primeira-dama do município, Ester Minosso. “É uma honra receber esta homenagem. Minha responsabilidade aumenta cada vez mais, e a população pode contar comigo. Precisamos de mais homens engajados nesta causa, especialmente em Brasília, para que ajam contra esses crimes. É urgente que se dê um basta nisso”, enfatizou.
O prefeito Léo Bortolin destacou o apoio do Governo do Estado e a influência da primeira-dama: “Muito do sucesso da nossa gestão se deve à parceria com o Governo do Estado, e Virginia Mendes é o esteio dessa proximidade. Essa bandeira contra a violência doméstica ganhou força com o protagonismo dela.”
Léo Bortolin também relembrou como a violência doméstica era tratada no passado: “Era um tema discutido, mas pouco se fazia. Dona Virginia enfrentou o problema de frente, percorrendo o estado e fortalecendo a rede de apoio, porque esse enfrentamento só é possível com a parceria das forças de segurança e da assistência social. Acredito que a semente plantada por ela será um legado.”
A delegada-regional de Primavera do Leste, Ana Maria, elogiou o trabalho da primeira-dama: “O trabalho de Virginia Mendes tem sido realizado com excelência e amor. Agradeço ao Governo pelo foco no combate à violência doméstica, e os projetos idealizados por ela encorajam as mulheres a sair desse ciclo de violência.”
Política
Letramento racial contínuo melhora serviços prestados à população pelo Poder Judiciário
Na construção de um ambiente institucional mais seguro e equânime, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Equidade Racial, vem obtendo cada vez mais engajamento nos cursos de Letramento Racial e Antirracismo. Para a professora doutora Silviane Ramos Lopes da Silva, a edição realizada online em junho demonstrou essa realidade.
“Percebemos mais participações, mais interações, as pessoas se sentindo cada vez mais à vontade porque estão se descobrindo e se identificando. Elas estão se letrando e preocupadas com a melhor harmonia do ambiente de trabalho. Nesse sentido, a formação contínua tem impactado no serviço prestado à população por causa desse letramento que tem feito a diferença”, pontua.
Reconhecer para transformar
O curso teve mais de 900 inscritos entre magistrados, servidores e colaboradores que fazem parte de uma nova arquitetura da equidade, cuja transformação começa em cada um.
A servidora Luciana Faria de Carvalho, por exemplo, comenta que foi “bom para abrir as possibilidades de interação entre as pessoas, para que seja possível perceber como se sentem e se projetam na sociedade.”
“Os testemunhos de situações vividas são muito marcantes e geram aprendizado, que contribui ao letramento, gerando empatia e choque de realidade”, observa Ronise de Almeida Sabadin.
Já o servidor Dillan Mattos se diz feliz em ver pessoas tendo a liberdade em entender, reconhecer e aprender sobre as questões étnico-raciais. “Gostaria que em Cuiabá, assim como em todo o país, pudessem ter esse espaço e desenvolvessem mais esse tema”.
Luan Sanches Vicente Resende Oliveira completa que o letramento racial é uma “ação essencial para ampliar a consciência sobre a diversidade, combater preconceito e promover uma convivência mais respeitosa e inclusiva entre as pessoas.”
Engenharia da equidade
A formação do Comitê de Equidade Racial, presidido pela desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, que também coordena a Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação do Poder Judiciário de Mato Grosso, foi o início de uma nova engenharia voltada para o respeito e a consciência da necessidade de mudança, como afirma Silviane Ramos.
Doutora em Sociologia e mestre em História, a pesquisadora tem acompanhado essa trajetória na Justiça mato-grossense e ressalta que “é um mito a perspectiva da inclusão automática. É notório perceber que as pessoas têm realmente sido atravessadas pela temática, têm tentado mudar de comportamento, se comprometendo. Porque letramento racial também é isso, se conhecer com profundidade, o outro com profundidade e ter o compromisso de busca pela equidade. Assim, penso que o curso não findou”.
Acesse aqui Portal do Comitê de Promoção da Equidade Racial.
https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso
Neste outro link veja o Portal da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação.
https://portalassedio.tjmt.jus.br/
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Autor: Lídice Lannes
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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