FÓRUM DO BRC
Governador: “O Brasil precisa parar de ser o país do ‘não pode’, não pode ferrovia, não pode nada”
Representantes de sete estados se reúnem em Goiânia para discutir o futuro do comércio exterior na região
Política
Durante sua participação no Fórum dos Governadores do Consórcio Brasil Central (BrC), em Goiânia, nesta quarta-feira (28.08), o governador Mauro Mendes defendeu que o Brasil abandone a cultura do “não pode” e passe a ser um país que constrói soluções para as demandas existentes.
O governador citou como exemplo as dificuldades de implementar projetos importantes, como ferrovias e exploração de recursos naturais de forma sustentável.
“Temos que parar de ser o país do não pode. Não pode fazer ferrovia, não pode usar uma hidrovia, não pode explorar o potássio lá na Amazônia, para tornar o país um pouco menos dependente das importações. Não podemos explorar petróleo a 500 km em alto mar porque isso vai afetar uma aldeia indígena, segundo teoria de alguns que defendem tudo, menos o interesse dos brasileiros”, declarou.
Segundo Mauro, a adoção de uma postura mais positiva contribuirá significativamente para o desenvolvimento do país.
“O Brasil precisa ser um país do ‘pode’. Podemos crescer, podemos desenvolver, podemos gerar riqueza, podemos tirar nosso povo da pobreza. Podemos fazer aquilo que o Consórcio Brasil Central de uma certa forma faz”, afirmou Mendes, destacando a força do grupo.
O governador usou o exemplo de Mato Grosso, que tem se destacado no cenário nacional por criar um ambiente propício aos negócios.
“Temos que encontrar força para transformar essa grande potencialidade do agro brasileiro em outros setores. A indústria brasileira perdeu tantas oportunidades, e nós precisamos mudar essa trajetória”, disse.
Mauro Mendes defendeu que o Brasil aproveite suas inúmeras potencialidades para garantir um futuro mais próspero.
“Somos o maior exportador líquido de alimentos do mundo, ninguém pode negar isso. É hora de transformar essa força em oportunidades reais para o nosso país. Precisamos ter a coragem de tomar medidas ousadas e inovadoras para mudar o rumo da nossa história”, afirmou.
O governador ainda destacou o bom desempenho do Consórcio Brasil Central, lembrando que, entre os 27 estados brasileiros, quatro dos cinco com menor taxa de desemprego pertencem ao grupo.
Mauro finalizou sua fala ressaltando a importância de ter uma gestão pública mais eficiente e focada em resultados.
“Não podemos continuar com a mesma gestão pública ineficiente. Precisamos de uma mudança profunda, com foco em resultados e na busca por soluções para os desafios que o país enfrenta. Temos potencial para muito mais, e é hora de colocar esse potencial em prática”, completou.
Política
Juízes criminais de Mato Grosso participam do 2º Mutirão Processual Penal do Plano Pena Justa
Magistrados com competência criminal em Mato Grosso participam, durante o mês de junho, do 2º Mutirão Processual Penal do Plano Pena Justa, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A iniciativa ocorre entre os dias 1º e 30 de junho em todo o país e tem como objetivo reavaliar processos criminais e de execução penal à luz da legislação vigente e das decisões dos tribunais superiores.
A participação do Poder Judiciário de Mato Grosso foi comunicada aos magistrados por meio de ofício conjunto da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT) e do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF-TJMT), orientando as unidades judiciárias sobre os temas que deverão ser analisados durante o mutirão.
Os trabalhos serão realizados pelos próprios juízes e juízas nas unidades com competência criminal, que deverão revisar processos previamente identificados de acordo com os critérios estabelecidos pelo CNJ.
Nesta edição, o mutirão terá como foco cinco temas prioritários: a reavaliação das prisões cautelares de gestantes, mães e mulheres responsáveis por crianças ou pessoas com deficiência; a análise de decisões de monitoração eletrônica aplicadas a pessoas com transtorno mental submetidas a medidas de segurança; a revisão de prisões preventivas com excesso de prazo; a verificação de incidentes vencidos e processos com penas extintas ou prescritas registrados no Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU); e a análise de casos que possam ser alcançados pelos decretos de indulto natalino de 2024 e 2025.
Segundo o CNJ, os mutirões processuais penais integram as ações do Plano Pena Justa, política nacional criada para enfrentar problemas estruturais do sistema prisional brasileiro. A realização de revisões processuais periódicas busca garantir o cumprimento da legislação, aprimorar a gestão do sistema penal e assegurar os direitos das pessoas privadas de liberdade.
Realizados desde 2008, os mutirões processuais penais promovidos pelo CNJ já reavaliaram milhares de processos em todo o país. Na edição anterior, mais de 127 mil processos foram analisados, resultando em cerca de 44 mil alterações processuais.
Os resultados do mutirão serão consolidados e encaminhados ao Conselho Nacional de Justiça ao final dos trabalhos.
Com informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
Autor: Alcione dos Anjos
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
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