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Juventude vence Flamengo encerrando invencibilidade rubro-negra no Brasileirão

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O Flamengo enfrentou o Juventude no Alfredo Jaconi nesta quarta-feira (26.06), e acabou sofrendo sua primeira derrota no Campeonato Brasileiro, com o placar de 2 a 1 a favor dos donos da casa. O Rubro-Negro, que vinha de uma sequência de nove jogos sem derrota, viu sua invencibilidade ser quebrada pelo time gaúcho.

A partida começou movimentada, com o Flamengo abrindo o placar aos 18 minutos do primeiro tempo com um gol de Pedro. No entanto, o Juventude não se intimidou e conseguiu empatar a partida aos 25 minutos, com Lucas Barbosa aproveitando uma falta cobrada na área.

No segundo tempo, o Juventude voltou mais determinado e conseguiu a virada aos 41 minutos, com um gol de Luis Mandaca após cobrança de escanteio. Mesmo com o Flamengo pressionando nos minutos finais, o Juventude segurou a vitória e garantiu os três pontos em casa.

Com o resultado, o Flamengo permanece com 24 pontos, ainda entre os líderes do campeonato, enquanto o Juventude chega aos 16 pontos, ocupando a 10ª colocação na tabela. Na próxima rodada, o Flamengo enfrenta o Cruzeiro no Maracanã, enquanto o Juventude viaja para encarar o Fortaleza no Castelão.

FICHA TÉCNICA

JUVENTUDE 2 X 1 FLAMENGO

Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS)
Data: 26/06/2024
Horário: 20 horas
Árbitro: Matheus Delgado Candançan (SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Rafael Trombeta (PR)
VAR: Charly Wendy Straub Deretti (FIFA-SC)

Cartões amarelos: Alan Ruschel e Lucas Freitas Juventude); Gerson (Flamengo)
GOLS: Lucas Barbosa, aos 25 minutos do primeiro tempo; Mandaca, aos 41min do segundo tempo (Juventude) / Pedro, aos 18 minutos do primeiro tempo

JUVENTUDE: Mateus Claus; João Lucas (Ewerthon), Danilo Boza, Lucas Freitas e Alan Ruschel; Caíque, Jadson (Luís Oyama) e Nenê (Jean Carlos); Lucas Barbosa, Erick Farias (Luís Mandaca) e Gabriel Taliari (Gilberto). Técnico: Roger Machado

FLAMENGO: Rossi; Wesley, Fabrício Bruno, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Léo Ortiz (Evertton), Gerson (David Luiz), e Lorran (Allan); Luiz Araújo, Pedro (Carlinhos) e Victor Hugo (Gabriel). Técnico: Tite

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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