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Flamengo vence clássico e aumenta crise no Fluminense

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Em um clássico marcado por momentos de tensão e oportunidades perdidas, o Flamengo prevaleceu sobre o Fluminense e venceu por 1 a 0, neste domingo (23.06), pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol de pênalti duvidoso marcado por Pedro nos minutos finais, consolidando a liderança do Rubro-Negro na competição.

Com a vitória, o Flamengo chegou aos 24 pontos, mantendo-se firme na primeira posição do campeonato. Mesmo enfrentando desfalques devido à Copa América e lesões, o time comandado por Tite demonstrou resiliência e continua a se afirmar como um dos principais candidatos ao título.

Invencibilidade e dominância

O Flamengo agora ostenta uma impressionante série de nove jogos sem perder, com oito vitórias e um empate em todas as competições. Contra o Fluminense, a sequência também é positiva: são oito clássicos sem derrota, com quatro vitórias e quatro empates.

Crise no Fluminense

Por outro lado, o Fluminense vive um momento delicado. A derrota manteve o time na lanterna do campeonato, com apenas seis pontos. A equipe não vence há cinco jogos, acumulando quatro derrotas e um empate. A pressão sobre o técnico Fernando Diniz aumenta, especialmente após os protestos da torcida no sábado.

O Clássico

O jogo começou equilibrado, com ambas as equipes tentando pressionar a saída de bola adversária. Aos poucos, o Flamengo assumiu o controle. Aos 16 minutos, Ortiz lançou Wesley pela direita, mas ele errou a finalização. Logo depois, Pedro pressionou Gabriel Pires na área, mas Fábio salvou o Fluminense.

Aos 20 minutos, David Luiz fez um belo lançamento para Bruno Henrique, que se enrolou com a bola e perdeu a chance. O Flamengo continuou desperdiçando oportunidades, como aos 28 minutos, quando Gerson desarmou Gabriel Pires e Lorran rolou para o volante, que chutou por cima.

O Flamengo voltou a criar chances aos 45 minutos, com Lorran chutando para grande defesa de Fábio. Nos acréscimos, o Fla reclamou de um possível pênalti de Ganso em David Luiz, mas o VAR não recomendou a revisão. O Fluminense, que não finalizou a gol no primeiro tempo, comemorou o empate sem gols na etapa inicial.

No intervalo, Tite substituiu David Luiz, que sentiu dores no joelho, por Léo Pereira. O Flamengo ameaçou logo no início do segundo tempo, mas continuou errando nas finalizações. Aos 17 minutos, Fernando Diniz fez três mudanças no Fluminense, colocando Thiago Santos, Alexsander e Keno.

O Fluminense finalizou pela primeira vez aos 21 minutos, mas sem perigo. Aos 36 minutos, Bruno Henrique foi derrubado na área por Calegari, e o árbitro marcou pênalti. Pedro cobrou aos 40 minutos e fez 1 a 0 para o Flamengo.

Dois minutos depois, Lima foi expulso por uma solada em Ayrton Lucas, e Fernando Diniz também recebeu cartão vermelho por reclamação. O Flamengo saiu vitorioso e aumentou a crise do rival.

O Flamengo segue firme na liderança, enquanto o Fluminense precisa urgentemente de uma recuperação para sair da lanterna do campeonato.

Próximos desafios 

Na próxima rodada, o Flamengo visita o Juventude, nesta quarta-feira, às 20h (horário de Brasília), no Alfredo Jaconi. Já o Fluminense recebe o Vitória, nesta quinta-feira, às 19h (de Brasília), no Maracanã.

FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE 0X1 FLAMENGO

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data: 23/06/2024
Horário: 16 horas
Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (Fifa-RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (Fifa-RS) e Maira Mastella Moreira (Fifa-RS)
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (VAR-Fifa-SP)
Cartão amarelo: David Luiz, Léo Ortiz e Léo Pereira (Flamengo) e Ganso e Terans (Fluminense)
Cartão vermelho: Lima e Fernando Diniz (Fluminense)
Gol: Pedro, aos 40′ do 2ºT (Flamengo)

FLUMINENSE: Fábio; Samuel Xavier (Calegari), Antônio Carlos, Martinelli e Diogo Barbosa; Gabriel Pires (Thiago Santos), Lima, Renato Augusto (Keno) e Ganso (Terans); John Kennedy e Cano (Alexsander). Técnico: Fernando Diniz.

FLAMENGO: Rossi; Wesley, Fabrício Bruno, David Luiz (Léo Pereira) e Ayrton Lucas; Léo Ortiz (Victor Hugo), Gerson e Lorran (Allan); Luiz Araújo, Bruno Henrique e Pedro. Técnico: Tite.

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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