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Botafogo sofre derrota para o Criciúma e vê sequência de invencibilidade interrompida

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O Botafogo enfrentou um duro revés neste sábado (22.06), ao ser derrotado pelo Criciúma por 2 a 1 no Estádio Heriberto Hülse, em partida válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto foi marcado pela “lei do ex”, com Barreto, ex-jogador do Botafogo, abrindo o placar para o time catarinense logo no início do jogo.

O Jogo

A partida começou com o Botafogo tentando impor seu ritmo. Aos três minutos, Tiquinho Soares, retornando ao time após dois jogos, recebeu um passe de Luiz Henrique na área, mas finalizou para fora. O Criciúma, no entanto, respondeu rapidamente e de forma eficaz. Aos nove minutos, Ronald Lopes fez uma bela jogada pela direita, driblou Cuiabano e cruzou para Barreto, que cabeceou para o fundo das redes, marcando 1 a 0 para o Criciúma.

O time da casa continuou pressionando e quase ampliou o placar aos 12 minutos, quando Matheusinho chutou com perigo à direita do goleiro John. O Botafogo, por sua vez, encontrou dificuldades para criar jogadas ofensivas e quase se complicou ainda mais aos 30 minutos, quando Gregore perdeu a bola na entrada da área. Matheusinho driblou a marcação e marcou o segundo gol, mas o VAR anulou o lance devido a uma falta de Barreto em Gregore.

O Botafogo tentou reagir ainda no primeiro tempo, com Óscar Romero obrigando o goleiro Gustavo a fazer uma boa defesa em uma cobrança de falta aos 35 minutos. Bolasie também tentou de fora da área aos 43, mas sem sucesso. O primeiro tempo terminou com o Criciúma em vantagem.

 Reação e desilusão

No intervalo, o técnico Artur Jorge fez três substituições no Botafogo, colocando Damián Suárez, Lucas Halter e Eduardo em campo. A mudança surtiu efeito rapidamente. Aos nove minutos do segundo tempo, após cobrança de escanteio de Óscar Romero, Lucas Halter desviou e empatou a partida em 1 a 1.

O Criciúma quase retomou a liderança logo em seguida, aos dez minutos, quando Arthur Caíke, que havia acabado de entrar, cabeceou para fora. O jogo ficou mais físico e disputado, mas sem muitas chances claras de gol. Até que, aos 38 minutos, o Botafogo cometeu um erro crucial. Óscar Romero perdeu a bola, e Arthur Caíke aproveitou a oportunidade para marcar o segundo gol do Criciúma, selando a vitória por 2 a 1.

O Botafogo ainda teve uma chance de empatar aos 41 minutos, mas Eduardo cabeceou para fora. Aos 48 minutos, Allano marcou o terceiro gol para o Criciúma, mas o lance foi anulado por impedimento. Aos 51 minutos, Eduardo teve mais uma oportunidade, mas errou a cabeçada, e o Botafogo não conseguiu evitar a derrota.

Situação na tabela e próximos confrontos

Com a derrota, o Botafogo viu sua sequência de nove jogos de invencibilidade ser interrompida. O clube carioca permanece com 20 pontos e ocupa a terceira colocação no Campeonato Brasileiro. Já o Criciúma, com a vitória, chegou a 12 pontos em nove jogos e subiu para a 13ª posição.

Na próxima rodada, o Botafogo enfrentará o Bragantino na quarta-feira, às 19h (horário de Brasília), no Estádio Nilton Santos. O Criciúma, por sua vez, visitará o São Paulo na quinta-feira, às 20h (de Brasília), no Morumbi.

A derrota para o Criciúma serve como um alerta para o Botafogo, que precisa corrigir os erros cometidos para voltar a vencer e manter-se nas primeiras posições do campeonato. O Criciúma, por outro lado, ganha confiança com a vitória e busca continuar sua ascensão na tabela.

FICHA TÉCNICA

CRICIÚMA 2X1 BOTAFOGO

Local: Heriberto Hülse, Criciúma (SC)

Data: 22/06/2024

Horário: 16h (de Brasília)

Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)

Assistentes: Daniel Luis Marques (SP) e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP)

VAR: Wagner Reway (VAR-Fifa-ES)

Cartão amarelo: Alexander Barboza, Gregore e Óscar Romero (Botafogo) e Tobias Figueiredo, Claudinho, Allano e Gustavo (Criciúma)

Gols: Barreto, aos 9′ do 1ºT, e Arthur Caíke, aos 38′ do 2ºT (Criciúma), Lucas Halter, aos 9′ do 2ºT (Botafogo)

CRICIÚMA: Gustavo; Jonathan (Claudinho), Rodrigo, Tobias Figueiredo e Marcelo Hermes; Barreto, Ronald Lopes (Marquinhos Gabriel), Matheusinho (Fellipe Mateus) e Trauco; Eder (Arthur Caíke) e Bolasie (Allano). Técnico: Cláudio Tencati.

BOTAFOGO: John; Mateo Ponte (Damián Suárez), Bastos, Alexander Barboza (Lucas Halter) e Cuiabano (Hugo); Gregore, Tchê Tchê e Óscar Romero; Júnior Santos, Luiz Henrique (Eduardo) e Tiquinho Soares (Diego Hernández). Técnico: Artur Jorge.

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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