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Vitória vence o Atlético-MG por 4 x 2 pela 10ª rodada do Brasileirão
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Na décima rodada do Campeonato Brasileiro, o Atlético-MG foi derrotado pelo Vitória por 4 a 2 em partida realizada no Barradão, na noite desta quinta-feira. Matheuzinho, Willian Oliveira (2x) e Culebra (Eryc Castillo) balançaram as redes para o Leão da Barra, enquanto Gustavo Scarpa e Palacios descontaram para o Galo.
Com esse resultado, o Vitória conquistou sua segunda vitória consecutiva e subiu na tabela, alcançando a 15ª posição com nove pontos, deixando a zona de rebaixamento. Já o Corinthians foi afundado no Z4, ocupando a 18ª colocação com sete pontos. Enquanto isso, o Atlético-MG, com muitos desfalques, amargou sua segunda derrota seguida e permanece em 10º lugar, somando 13 pontos.
Na próxima rodada, o Atlético-MG enfrentará o Fortaleza na Arena MRV, enquanto o Vitória visitará o Red Bull Bragantino no Nabi Abi Chedid, ambos os jogos marcados para domingo, às 18h30 (horário de Brasília).
O primeiro lance de perigo foi do Vitória, com Matheuzinho arriscando de fora da área e mandando para fora. Pouco depois, o Atlético-MG teve um gol anulado por impedimento de Cadu.
O Vitória abriu o placar com Matheuzinho, mas o Galo empatou com Scarpa convertendo pênalti. O time da casa ampliou com Willian Oliveira e Culebra, enquanto o Atlético-MG descontou com Palacios.
Apesar da pressão do Atlético-MG na segunda etapa, o Vitória conseguiu marcar mais um gol, garantindo a vitória por 4 a 2.
FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 4 X 2 ATLÉTICO-MG
Data: 20/06/2024
Horário: 18h30 (de Brasília)
Local: Estádio Barradão, em Salvador (BA)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (CE)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (Fifa-RS) e Renan Aguiar da Costa (CE)
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (VAR-Fifa-SP)
GOLS: Matheuzinho, aos 7′ do 1ºT; Willian Oliveira, aos 44′ do 1ºT e aos 21′ do 2ºT; Eryc Castillo, aos 31′ do 2ºT (Vitória) / Gustavo Scarpa, aos 12′ do 1ºT; Palacios, aos 42′ do 2ºT (Atlético-MG)
Cartões amarelos: Caio Vinícius, aos 34′ do 1ºT; Luan, aos 49′ do 1ºT (Vitória) / Rômulo, aos 36′ do 1ºT (Atlético-MG)
VITÓRIA: Lucas Arcanjo, Raúl Cáceres (Pablo), Caio Vinícius, Wagner Leonardo e Lucas Esteves; Willian Oliveira, Luan (Fábio) e Léo Naldi (Rodrigo Andrade); Matheuzinho (Jean Mota), Alerrandro e Osvaldo (Culebra – Eryc Castillo). Técnico: Thiago Carpini
ATLÉTICO-MG: Everson, Saravia, Battaglia, Bruno Fuchs e Rômulo (Alan Kardec); Igor Gomes, Alisson (Palacios), Zaracho e Gustavo Scarpa; Pedrinho (Robert) e Cadu (Isaac). Técnico: Gabriel Milito
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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