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Juventude vence Atlético-GO e sobe na tabela do Brasileirão

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Em partida atrasada da quinta rodada do Brasileirão, o Juventude venceu o Atlético-GO por 1 a 0 na noite desta quarta-feira, no estádio Alfredo Jaconi. O gol da vitória foi marcado por Lucas Barbosa, em um jogo que marcou o retorno da equipe gaúcha ao seu estádio.

Com este resultado, o Juventude saltou para a 12ª colocação na tabela, acumulando nove pontos e ainda com um jogo a menos em comparação a alguns de seus concorrentes. A vitória trouxe alívio e confiança para a equipe, que busca se consolidar na competição.

Por outro lado, o Atlético-GO permanece na zona de rebaixamento, ocupando a 18ª posição com apenas quatro pontos. A equipe goiana continua em situação crítica e precisa reagir rapidamente para fugir da degola.

Os dois times voltam a campo pelo Brasileirão na próxima terça-feira. O Juventude receberá o Vitória, enquanto o Atlético-GO jogará em casa contra o Corinthians.

O único gol do confronto foi anotado na reta final do primeiro tempo. Após uma cobrança de escanteio efetuada por Nenê, Erick Farias desviou de cabeça na segunda trave, deixando Lucas Barbosa em posição privilegiada na pequena área para empurrar a bola para o fundo das redes.

Na segunda etapa, o Atlético-GO foi em busca do empate e criou as melhores oportunidades do jogo. A equipe visitante pressionou intensamente o Juventude, que precisou se defender com afinco.

Aos 44 minutos, o lateral-direito João Lucas, do Juventude, foi expulso pelo árbitro Raphael Claus, deixando a equipe gaúcha com um jogador a menos. O Atlético-GO aproveitou a vantagem numérica e quase empatou no lance seguinte.

Aos 45 minutos, Emiliano Rodríguez teve uma chance clara de gol, ficando cara a cara com o goleiro Gabriel. No entanto, Gabriel fez uma defesa espetacular, garantindo o triunfo do Juventude e frustrando as esperanças do Atlético-GO de sair com um ponto do confronto.

Com a vitória, o Juventude ganha novo fôlego para a sequência do campeonato, enquanto o Atlético-GO precisa urgentemente de uma reviravolta para escapar das últimas posições na tabela.

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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