NA CADEIA
GOVERNADOR DIZ QUE POLÍTICOS QUE COMETEM CRIMES E FACCIONADOS DEVEM FICAR NA CADEIA
O chefe do Executivo de Mato Grosso direcionou sua crítica não só aos faccionados, mas, também, aos políticos que cometem crimes
Política
Governador Mauro Mendes (União) deu declarações bem fortes após receber a informação de que integrantes de uma facção criminosa, alvos da Operação Apito Final deflagrada pela Polícia Civil em Mato e outros Estados, estavam planejando lançar candidaturas políticas em Cuiabá.
O chefe do Executivo de Mato Grosso direcionou sua crítica não só aos faccionados, mas, também, aos políticos que cometem crimes. “Lugar de bandido não é na política fazendo aquilo que deve ser feito por cidadão de bem e sim na cadeia. E aqueles que estão na política fazendo também deviam estar lá”.
O governador, ao ficar ciente da informação de que integrantes de facções criminosas estariam tentando influenciar o poder público, por dentro, acendeu um alerta. Mauro disse que não existem mecanismos adequados para identificar estas pessoas no ato da filiação em algum partido e por isso todos devem ficar atentos.
Política
Comissão aprova obrigatoriedade de plano de 10 anos para assistência social
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou projeto de lei que torna obrigatória a elaboração do Plano Decenal de Assistência Social. O texto estabelece que o plano defina, a cada 10 anos, metas e estratégias para melhorar o atendimento à população mais vulnerável.
O projeto aprovado segue para o Senado, a menos que haja recurso para análise pelo Plenário da Câmara.
Pela proposta, as metas do plano devem ser baseadas em dados oficiais do Sistema Único de Assistência Social (Suas). O Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) será responsável por aprovar e acompanhar os resultados, em conjunto com o governo federal.
Por recomendação da relatora, deputada Maria Arraes (PSB-PE), a comissão aprovou o Projeto de Lei 4230/25, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), com emenda da Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família. O ajuste identifica corretamente o órgão federal responsável por articular o monitoramento das metas com o conselho nacional.
Segundo a autora, a obrigatoriedade do plano evita que as políticas sociais sofram interrupções.
Atualmente, o Brasil já segue um plano para o período de 2016 a 2026, mas ele não é exigido por lei. A mudança busca garantir que o planejamento continue independentemente da vontade dos governantes, de forma semelhante ao que já ocorre no campo da educação.
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Rachel Librelon
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