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Inter vence o Fluminense e se afasta do Z4 do Brasileirão

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O Internacional conquistou uma vitória importante na noite deste domingo ao derrotar o Fluminense por 2 a 0 no estádio Beira-Rio, em partida válida pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols colorados foram anotados por Bernabei e Alerrandro, que garantiram o resultado positivo diante da torcida.

Com o triunfo, o time gaúcho chegou aos 17 pontos e subiu para a 12ª posição, ganhando fôlego na competição. Já o Fluminense, que buscava reassumir a vice-liderança ocupada pelo Flamengo, permaneceu com 26 pontos e segue na terceira colocação.

O jogo

A partida começou equilibrado, com muita disputa no meio-campo e poucas oportunidades claras. O Inter, porém, soube aproveitar o momento certo. Aos 39 minutos da primeira etapa, Alerrandro recebeu de costas, fez o pivô e acionou Bernabei em profundidade. O lateral avançou e bateu rasteiro, entre as pernas do goleiro Fábio, abrindo o placar para os donos da casa.

Logo no início do segundo tempo, o Colorado ampliou. Vitinho entrou na área e obrigou Fábio a fazer grande defesa. No rebote, Alerrandro apareceu livre para completar e fazer o segundo, dando tranquilidade ao time gaúcho no restante da partida.

Agora, cada equipe volta suas atenções para compromissos distintos. O Fluminense viaja à Argentina para enfrentar o Independiente Rivadavia na quarta-feira, pela Libertadores. O Internacional retorna a campo no sábado, quando visita o Coritiba no Couto Pereira pelo Campeonato Brasileiro.

Ficha Técnica
Internacional 2 x 0 Fluminense
Competição Campeonato Brasileiro
Local Beira Rio, Porto Alegre (RS)
Data 03 de maio de 2026 (domingo)
Horário 18h30 (de Brasília)
Cartões Amarelos Inter: Victor Gabriel, Allex, Bernabei, Bruno Gomes; Fluminense: Jemmes, Alisson, Serna
Cartões Vermelhos Nenhum
Arbitragem Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG); Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG), Eduardo Gonçalves da Cruz (MS); VAR: Wagner Reway (SC)
Gols Bernabei 39′ 1ºT (Inter); Alerrandro 4′ 2ºT (Inter)
Internacional Anthoni; Bruno Gomes, Victor Gabriel, Felix Torres; Allex (Vitinho), Bruno Henrique (Thiago Maia), Villagra, Bernabei (Kayky) e Matheus Bahia; Carbonero (Aguirre) e Alerrandro (Borré). Técnico: Paulo Pezzolano
Fluminense Fábio; Samuel Xavier, Jemmes (Savarino), Milán, Freytes e Arana; Canobbio (Serna), Alisson (Hércules), Bernal (Nonato) e Soteldo (Castillo); John Kennedy. Técnico: Luis Zubeldia

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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