Esporte
Corinthians perde para o Mirassol e se complica no Brasileirão
Esporte
A derrota por 2 a 1 para o Mirassol, neste domingo (03.05), marcou o primeiro tropeço do Corinthians sob o comando de Fernando Diniz. O confronto, disputado no Estádio José Maria de Campos Maia e válido pelo fechamento da 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, expôs fragilidades do time paulista e consolidou a recuperação da equipe anfitriã. Os gols dos mandantes foram anotados por Carlos Eduardo, de pênalti, e Edson Carioca. Dieguinho descontou para o Corinthians no segundo tempo.
O resultado complicou a situação corintiana na classificação. Com 15 pontos e sem somar novos desde o início da rodada, o time voltou para a zona de rebaixamento, além de ter sofrido os primeiros gols da gestão Diniz e visto ruir uma sequência de sete partidas de invencibilidade. O Mirassol, embora ainda dentro do Z4, ganhou fôlego: chegou aos 12 pontos e deixou a vice-lanterna, assumindo a 18ª posição.
O jogo
A partida começou com um Corinthians tentando se impor. A primeira chegada de maior perigo ocorreu aos 10 minutos, quando Matheus Bidu encontrou Lingard, que lançou Yuri Alberto. O atacante finalizou com força, mas Walter espalmou. Pouco depois, aos 13, Edson Carioca recebeu cartão vermelho por falta em Raniele, porém a expulsão foi revista pelo VAR e transformada em amarelo.
O Mirassol abriu o placar aos 21 minutos. Matheus Bidu derrubou Carlos Eduardo na área, e o próprio atacante converteu a penalidade com firmeza. A equipe do interior ampliou ainda na primeira etapa: aos 32 minutos, Carlos Eduardo avançou pela esquerda e cruzou na primeira trave para Edson Carioca completar de cabeça. O Corinthians chegou a balançar a rede aos 35 minutos com Bidon, mas o lance foi anulado por impedimento de Yuri Alberto no início da jogada.
Na segunda etapa, o time alvinegro buscou reação. Aos 14 minutos, Yuri Alberto tabelou com Lingard e finalizou cruzado, obrigando Walter a salvar novamente. O gol corintiano só saiu aos 34 minutos, quando Dieguinho, que havia saído do banco, puxou para o meio e bateu colocado. A bola desviou na zaga, enganando o goleiro adversário. Nos acréscimos, o próprio Dieguinho voltou a arriscar, e Walter precisou intervir para evitar o empate.
Próximos jogos
MIRASSOL
- Mirassol x LDU-EQU (quarta rodada da Copa Libertadores)
- Data e horário: 07/05 (quinta-feira), às 19h (de Brasília)
- Local: Estádio José Maria Campos Maia, em Mirassol (SP)
CORINTHIANS
- Santa Fe-COL x Corinthians (quarta rodada da Copa Libertadores)
- Data e horário: 06/05 (quarta-feira), às 21h30 (de Brasília)
- Local: Estádio Nemesio Camacho El Campín, em Bogotá (Colômbia)
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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