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GOVERNADOR NÃO CRÊ EM ATO POLÍTICO NA VISITA DE BOLSONARO E DIZ “VAI QUEM QUISER”

Qualquer ex-presidente que vier para Mato Grosso eu vou recepcionar, disse Mauro Mendes

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Política

Foto Christiano Antonucci / Secom - MT

O governador Mauro Mendes (União) declarou nesta quarta-feira (3) que a visita do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a Cuiabá, que acontecerá na próxima segunda-feira (8), não se enquadra como um ato político eleitoral. O chefe do governo mato-grossense disse ainda de que não há nenhuma recomendação para correligionários do União Brasil – partido presidido por ele em Mato Grosso –  não participarem do evento.

Conforme programação depois da capital, Bolsonaro terá agenda em mais duas cidades do interior, Diamantino e Campo Novo do Parecis. Na semana seguinte, em 17 de abril, ele volta a Mato Grosso, mas dessa vez para evento com apoiadores em Sinop
“É um evento aberto, vai quem quiser. Eu não entendo que seja um evento de política eleitoral, até porque está proibido isso. Com a visita de um presidente que tem uma liderança que todo mundo reconhece, ele pode ter a participação de qualquer cidadão que se julgue muito interessado em estar lá prestigiando-o”, disse Mauro.
Mauro confirmou ainda de que vai recepcionar Bolsonaro. No entanto, não especificou o local  e disse que não teve acesso à programação do capitão da reserva em Cuiabá. A agenda do ex-presidente está sendo montada pela deputada federal Amália Barros (PL).

“Qualquer ex-presidente que vier para Mato Grosso eu vou recepcionar, seja ele quem for, eu estarei seguramente lá para recepcionar. Se o presidente for Lula, eu vou recepcionar. Foi a maior autoridade de nosso país, ele vai ser recebido por mim de acordo com a agenda dele que ele escolheu da melhor maneira possível”.

 

 

 

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Câmara aprova projeto que regulamenta a jornada de trabalho de policiais e bombeiros militares

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A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que limita a 144 horas mensais a jornada de trabalho de policiais militares e bombeiros militares. A proposta será enviada ao Senado.

De autoria do deputado Sargento Portugal (Pode-RJ) e outros, o Projeto de Lei 5967/23 foi aprovado na forma de substitutivo do relator, deputado Coronel Meira (PL-PE).

O texto fixa a jornada de trabalho normal nessas 144 horas mensais, exceto para as escalas dos serviços ordinários com carga horária de 24 horas por plantão. Nesses casos, o limite mensal de horas será de 192 horas devido à natureza das atividades e caráter do serviço.

Quando a rotina ordinária de serviço trabalhada exceder as 144 horas mensais, o excesso deverá ser adicionado a banco de horas como crédito de horas extras. Se o trabalho a mais ocorrer em domingos e feriados, a contagem das horas do banco será em dobro.

Coronel Meira afirmou que a proposta corrige distorção histórica na organização da jornada de trabalho dos policiais e bombeiros militares. “A lacuna na legislação federal tem permitido a consolidação de escalas que, não raras vezes, ultrapassam limites razoáveis de resistência física e mental”, disse, ao citar que essas jornadas muitas vezes atingem quem trabalha diretamente nas ruas.

Segundo Meira, a disponibilidade integral exigida pela natureza das atividades exercidas por policiais e bombeiros não pode ser confundida com exaustão permanente, principalmente porque a fadiga crônica afeta a capacidade de resposta e fragiliza a proteção da sociedade. “Segurança pública forte pressupõe profissionais respeitados, protegidos e submetidos a condições de trabalho dignas”, declarou.

Meira afirmou que nenhuma corporação se fortalece “moendo” seus próprios integrantes. Para ele, o texto impede que a excepcionalidade vire regra e reconhece o excesso da jornada no banco de horas. “Quem protege a sociedade também precisa ser protegido pelo Estado”, disse.

O projeto altera o Decreto-Lei 667/69, que reorganizou à época as carreiras. Atualmente, o artigo do decreto-lei no qual são feitas as mudanças remete a disciplina de direitos desses profissionais a leis específicas dos estados e do Distrito Federal.

Turnos adicionais
O texto aprovado condiciona a convocação dos policiais e bombeiros militares para cumprir turnos adicionais e extraordinários de serviço de forma compulsória a casos listados como motivos para atender necessidades temporárias de recursos humanos, necessidades imperiosas de serviço, extrema necessidade do serviço e demais nomenclaturas correlatas da administração pública:

  • estado de sítio;
  • estado de defesa;
  • estado de guerra;
  • estado de calamidade pública;
  • intervenção federal.

Debate em Plenário
Durante o debate em Plenário, o deputado Sargento Gonçalves (PL-RN) afirmou que a proposta “liberta policiais e bombeiros militares de uma escravidão”. Gonçalves é um dos autores da proposta.

Já o deputado Sargento Fahur (PL-PR) disse que nunca recebeu hora extra quando precisou ir além da jornada por alguma ocorrência mais demorada. “Chega de explorar o policial e o bombeiro militar. Chega de escravidão para o profissional de segurança pública. Hoje arrebentamos essa corrente”, declarou o deputado, que também é autor do projeto.

Para o deputado Helder Salomão (PT-ES), no entanto, a proposta pode ser questionada sobre sua constitucionalidade. “A competência sobre o legislar para policiais e bombeiros militares é do governo estadual”, declarou, ressaltando ser a favor do texto.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli



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