Opinião
Justiça nega liminar de pedido esdrúxulo de vereador contra jornal em Várzea Grande
Opinião
Por Pedro Ribeiro
No jornalismo, na política, na crônica policial ou em qualquer outro ramo, é comum se deparar com procedimentos de profissionais completamente divorciados da ética, bom-senso ou discrição.
Em todo País, inquéritos já foram comprometidos e equívocos irreparáveis já transformaram inocentes em marginais. Um processo judicial patrocinado por advogado pouco afeito ao conhecimento do vernáculo e aos Códigos Civil e Processo Civil e sem medir consequências ou mensurar o tamanho da ‘mancada’ ao tentar buscar na justiça um direito ainda que inexorável ao tempo, é uma tremenda ‘barrigada’, como se diz no meio jornalístico.
Mas, propor uma ação por Danos Morais para impedir a imprensa de divulgar é uma das maiores barbáries da democracia atual. E isso aconteceu em Várzea Grande.
O advogado do vereador Ivan Santos(PRB) acionou o jornal O Mato Grosso para que parasse de publicar o nome do seu cliente, nesse caso o vereador Ivan, em suas edições. E ainda pediu medida liminar.
Ora, a imprensa tem o Direto Constitucional em relatar fatos e cabe a qualquer pessoa que se sinta prejudicada, acionar a justiça por reparações de Danos Morais. Agora, impedir que a imprensa publique e/ou reporte um determinado assunto de interesse coletivo, foi um dos maiores erros do vereador, patrocinado pelo seu advogado.
Há cinco anos, Mato Grosso experimentou um claro exemplo de precipitação, estrelismo e vaidade combinados com abuso de autoridade, mentiras de condenados e sandices envolvendo autoridades.
Como foi o caso dos conselheiros afastados por extorsão e corrupção no Tribunal de Contas(TCE), tendo como um dos líderes Antônio Joaquim, patrocinado por um outro advogado, neste caso, José Antônio Rosa(o Zé Rosa), também condenado. Se não fosse à imprensa, com certeza, os conselheiros ainda iriam continuar delinquir e ‘nhapar’ do erário público.
No caso especifico do vereador de Várzea Grande, esse destrambelhado pedido foi um dos mais estupendos nas últimas décadas e vai entrar para a história do município. A justiça negou impedir a imprensa de trabalhar, através de liminar proposto pelo vereador. A decisão foi feita pela juíza Viviane Brito Rebello Isernhagen, da Vara Civil de Várzea Grande.
Condicionado a isso, o magistrado viu como “exagero e sem prejuízo moral” o pedido, e outros elementos que traduzem um comportamento estranho ou incomum em um pedido jurídico. Por outro bordo um processo judicial é chamado de sua excelência por dois motivos: primeiro para dar lhe a devida importância, já que constitui instrumento necessário na busca do direito. Um processo mal feito prejudica as partes nelas envolvidas, tumultua a prestação jurisdicional, quando ele for inepta ou não apresentar as próprias condições da ação.
Em segundo lugar: para justamente ironizar a importância que lhe é atribuída, já que é mero instrumento. Como o aborto: frustrou a expectativa de vida. E é exatamente isso que fez o advogado do vereador de Várzea Grande Ivan Santos(PRB) ao propor uma ação de reparação de danos morais com pedido de limar para impedir que o Jornal O Mato Grosso continuasse a publicar seu nome, ferindo assim o Direito a informação e a liberdade de imprensa.
*Pedro Ribeiro é jornalista em Cuiabá
Opinião
Operação mira deputado Elizeu Nascimento e vereador Cezinha Nascimento por suspeita de desvio de emendas em MT
O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União), que são irmãos, foram alvos de uma operação deflagrada nesta quinta-feira (30), sob suspeita de desvio de emendas parlamentares.
A ação de busca e apreensão é conduzida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco). Além dos parlamentares, também foram cumpridas medidas contra servidores públicos e outros investigados, por determinação da desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte.
De acordo com as investigações, emendas destinadas ao Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Central (Ibrace) teriam sido desviadas. O esquema, segundo o MP, funcionaria com o repasse dos recursos para a empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA, que posteriormente devolveria parte dos valores aos parlamentares responsáveis pelas indicações.
Em nota, o deputado Elizeu Nascimento informou que acompanha o caso e que sua defesa ainda não teve acesso aos autos, que tramitam sob sigilo. Ele afirmou ainda que recebeu os agentes em sua residência e colaborou com as diligências. Até o momento, a defesa do vereador não foi localizada.
O caso se soma a outras investigações recentes envolvendo emendas parlamentares em Cuiabá. Em janeiro deste ano, o vereador Chico 2000 foi afastado do cargo após apuração apontar o repasse de mais de R$ 3 milhões ao Ibrace entre 2023 e 2025. Segundo a Polícia Civil, parte do recurso, que seria destinada à realização de corridas de rua, teria sido desviada para outras finalidades, incluindo a reforma de um imóvel.
Essa apuração integrou a Operação Gorjeta, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo a Câmara Municipal de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Esportes.
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