NOVA MUTUM
Prefeito diz que MT colhe frutos do trabalho sério do atual governo
A ferrovia, segundo o prefeito, será um divisor de águas para o município e toda a região Médio-Norte
Política
O prefeito de Nova Mutum, Leandro Félix, avaliou que a assinatura do contrato de adesão para a construção, implantação e exploração da 1° Ferrovia Estadual de Mato Grosso é resultado do “trabalho, dedicação e responsabilidade” do Governo de Mato Grosso. A ferrovia, segundo o prefeito, será um divisor de águas para o município e toda a região Médio-Norte.
“Hoje é um dia tão importante que estamos vivendo. A Rumo já está com a área adquirida no nosso município para a instalação do terminal e hoje o nosso governador do Estado está assinando o contrato. As coisas quando são feitas com responsabilidade, dedicação, elas acontecem. Hoje estamos colhendo os frutos desse trabalho. Se não fossem homens que acreditaram no Estado há mais de 40 anos, em um solo arenoso em que ninguém acreditava, e que tiveram a coragem, hoje não teríamos demanda de produção para que uma ferrovia chegasse aqui”, disse.
A declaração foi dada durante ato simbólico de assinatura do contrato entre o governador Mauro Mendes e o CEO da Rumo S/A, João Alberto Fernandez de Abreu. Essa assinatura e respectiva construção da ferrovia são um marco para a história de Mato Grosso e um exemplo para o Brasil – e estão sendo realizadas nas cidades que receberão um terminal ferroviário. Além de Nova Mutum e Cuiabá, o município de Lucas do Rio Verde também realizará este ato.
Para o governador Mauro Mendes, a construção da ferrovia é um ganho para Mato Grosso e a realização de um sonho desejado por todos os mato-grossenses, especialmente aqueles de regiões como a de Nova Mutum, que tem representação importante para economia de Mato Grosso e do Brasil, e ainda não possui uma infraestrutura e logística adequada para o escoamento de sua produção do agronegócio.
A construção da ferrovia prevê 730 quilômetros de linha férrea que vão interligar os municípios de Rondonópolis a Cuiabá, além de Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, e que vão se conectar à malha ferroviária nacional, em direção ao Porto de Santos (SP). O investimento estimado para implantação da ferrovia é de R$ 11,2 bilhões.
“Não tenho dúvida de que ganha Mato Grosso, ganha todo o sistema de logística, todos os produtores, empreendedores e aqueles que serão impactados. Milhares de empregos serão gerados nesta região. Aproximadamente mais de 230 mil empregos serão gerados e, na sequência, teremos a ampliação de investimentos na indústria e comércio, pois além de potencializar nossas exportações, ligando o Porto de Santos a essa região, teremos uma melhor logística com todas as industrias aqui da região Médio-Norte”, afirmou.
O CEO da Rumo S/A, João Alberto Fernandez de Abreu, assegurou que a empresa possui toda a capacidade técnica e financeira para cumprir o cronograma proposto de início das obras, já em 2022, e de entrega e operação da ferrovia. A previsão é de que o trecho entre Rondonópolis e Cuiabá esteja concluído e em funcionamento no ano de 2025; enquanto a operação no trecho Cuiabá a Lucas do Rio Verde deverá começar em 2028.
“De nossa parte é um momento histórico, fruto de um trabalho conjunto da iniciativa privada com um governo que tem demonstrado uma capacidade de gestão que inspira não só quem está no setor ferroviário, mas também a todos os brasileiros, pois se cria um ambiente de negócios para fazer investimentos na envergadura que projetamos fazer aqui no Estado. A estrutura de capital da empresa está montada para fazer frente aos investimentos que serão necessários, o projeto de engenharia em fase final e estamos terminando o processo de licenciamento ambiental”.
Uma vez implantada a ferrovia, a Rumo S/A fica autorizada a explorar a ferrovia pelo prazo de 45 anos, sendo que a infraestrutura ferroviária poderá ser compartilhada pela empresa vencedora com outra empresa de transporte ferroviário que venha a prestar serviços no Estado.


Foto: Marcos Vergueiro
Também participaram da solenidade de assinatura do contrato a primeira-dama Virginia Mendes, o vice governador Otaviano Pivetta, os senadores Carlos Fávaro e Welington Fagundes, os deputados federais Neri Geller e Valtenir Pereira, os deputados estaduais Max Russi, Dilmar Dal Bosco, Elizeu Nascimento, Xuxu Dal Molin, Gilberto Cattani, Nininho, além de secretários de Estado, prefeitos dos municípios de Sorriso, Colíder e Santa Rita do Trivelato e autoridades locais.
Política
CMO analisa crédito de R$ 24,9 milhões para AGU e segurança da Amazônia
A Comissão Mista de Orçamento (CMO) analisa o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 10/2026, que abre crédito especial de R$ 24,9 milhões no Orçamento em favor da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Ministério da Educação.
A maior parte dos recursos será destinada à AGU, que receberá cerca de R$ 14,9 milhões (60% do total) para viabilizar contribuição eventual à Corte Interamericana de Direitos Humanos. Os recursos serão usados em atividades de cooperação técnica, capacitação e difusão de jurisprudência em direitos humanos, além da manutenção da adimplência do Brasil junto à instituição.
O Ministério da Justiça receberá aproximadamente R$ 9,9 milhões (39,7%) para ações do Fundo Nacional de Segurança Pública. Entre as medidas previstas, está a execução do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas ), que busca combater crimes na Amazônia Legal e é financiado com recursos não reembolsáveis do Fundo Amazônia. Os recursos também devem ser destinados à construção de bases operacionais em Altamira (PA) e Araguatins (TO), além de ajustes em obras em andamento em Presidente Dutra (MA), Rorainópolis (RR) e Uiramutã (RR).
Já o Ministério da Educação contará com cerca de R$ 74 mil (0,3%) para a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, destinados ao pagamento de contribuição à Associação Grupo de Tordesilhas de Universidades, no âmbito das contribuições regulares a organismos internacionais de direito privado.
De acordo com a proposta, os recursos para abertura do crédito virão de excesso de arrecadação de doações nacionais, no valor de R$ 9,9 milhões, e de anulação de dotações orçamentárias, no montante de R$ 15 milhões. O PLN ainda precisa ser analisado pela CMO e, posteriormente, pelo Plenário do Congresso Nacional.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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