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Dólar cai quase 4% e bolsa opera no azul após dia de pânico

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Cotação da moeda americana chega a 3,2575 reais, menor valor do dia, após maior disparada em 18 anos na última quinta-feira

Da Redação

 

O dólar atingiu sua maior desvalorização do dia (3,9%), sendo cotado a 3,2575 reais na venda por volta das 15h20 desta sexta feira. O recuo acontece após o preço da moeda americana disparar na última quinta feira, a maior alta em 18 anos, por causa do pânico que tomou conta dos mercados financeiros brasileiros diante da repercussão negativa às denúncias envolvendo o presidente Michel Temer. Na ocasião, o dólar saltou de 3,1337 reais a 3,3890 reais, um avanço de 8,15%.

Já o Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, operava em alta de 1,68%, aos 62.630 pontos por volta das 15h30, depois de desabar 8,8% no dia anterior. Por volta do meio dia, o índice chegou a registrar uma alta de 3%.

A queda de quinta feira no preço das ações que compões o índice foi tão forte que a B3 (antiga BM&FBovespa) suspendeu as  operações por 30 minutos. O processo conhecido como circuit breaker, usado para acalmar agentes do mercado em momento de pânico, não era acionado desde outubro de 2008.

Os temores no mercado surgiram após notícias na quarta-feira de que um dos donos da JBS, Joesley Batista, gravou áudio com o presidente Michel Temer, que teria avalizado a compra de silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) . Na conversa, o empresário confessou ter pago propina a um procurador da República para ter acesso antecipado a investigações que o envolvia, reclamou de nomeações para cargos importantes no governo, defendeu uma queda mais acentuada da taxa Selic e disse que “zerou” as pendências com Cunha.

 

 

 

 

Fonte:Reuters

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Entidades do setor produtivo cobram cortes maiores da Selic

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A redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), foi considerada insuficiente por entidades do setor produtivo e por representantes sindicais, que apontam efeitos negativos sobre investimentos, consumo e renda.

A Selic foi reduzida de 14,75% para 14,50% ao ano, mas, na avaliação dessas instituições, o nível ainda elevado dos juros continua pressionando a economia.

Indústria

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o corte foi tímido e mantém o custo do crédito em patamar elevado. Para a entidade, isso compromete investimentos e a competitividade do setor produtivo.

“O custo do capital continuará em um nível proibitivo, inviabilizando projetos e investimentos que poderiam ampliar a competitividade industrial”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A entidade também aponta deterioração financeira de empresas e famílias. “O endividamento das empresas e das famílias bate recorde mês a mês, fragilizando a saúde financeira de toda a economia”, completou.

Comércio

A Associação Paulista de Supermercados (APAS) também considera que o Banco Central poderia ter adotado uma redução mais significativa da taxa de juros.

“O Banco Central, desde a última reunião, já poderia ter ampliado o afrouxamento monetário”, afirmou o economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz.

Segundo Queiroz, o atual patamar da Selic penaliza a atividade econômica. “Estamos vendo muitas empresas entrando em recuperação judicial, endividamento das famílias aumentando e o custo com o serviço da dívida também”, disse.

A entidade também destaca o efeito dos juros sobre os investimentos. “Há um estímulo muito grande ao capital especulativo, em detrimento do setor produtivo”, avaliou.

Centrais sindicais

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT) critica o ritmo de queda da Selic e afirma que a política monetária tem impacto direto sobre a renda da população.

“A redução de 0,25% é muito pouco. O nível de endividamento das famílias está enorme”, afirmou a presidenta da entidade, Juvandia Moreira.

Ela ressalta que a taxa básica influencia todo o sistema financeiro. “Quando a Selic sobe, os bancos cobram mais caro no crédito. Quando cai, o crédito fica mais barato, mas essa redução ainda é insuficiente”, disse.

A Força Sindical também classificou a decisão como insuficiente e destacou impactos negativos sobre a economia.

“A redução foi tímida e mantém os juros em patamar elevado”, afirmou a entidade em nota.

Segundo a central, a política de juros altos afeta diretamente o crescimento do país. “Os juros restringem investimentos, freiam a produção e comprometem a geração de empregos e renda”, destacou.

A entidade também relaciona o cenário ao endividamento das famílias. “O alto nível de endividamento está diretamente ligado ao custo elevado do crédito”, concluiu.

Pressão por novos cortes

Apesar de representarem setores diferentes, as entidades convergem na avaliação de que há espaço para uma redução mais acelerada da taxa básica de juros.

O ponto em comum entre indústria, comércio e representantes dos trabalhadores é o diagnóstico de que o atual nível da Selic ainda impõe restrições relevantes ao crescimento econômico, ao crédito e ao consumo no país.



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