Mato Grosso
Trio invade clínica odontológica e faz 20 pessoas reféns
Mato Grosso
Da Redação
Três criminosos foram presos após invadirem uma clínica odontológica na tarde desta quinta-feira (12), no bairro Jardim Leblon, em Cuiabá.
De acordo com as informações, uma funcionária foi rendida por um dos criminosos que entrou pela porta dos fundo da clínica, após render a funcionária outros dois criminosos chegaram pela porta da frente e passaram a ameaçar os clientes.
Segundo o número oficial, divulgado pela Polícia Militar (PM), 20 clientes estavam no local. Após invadirem o estabelecimento os criminosos começaram a “tacar o terror” através de ameaças.
De acordo com o proprietário da clínica, a todo momento era ameaçado e tinha uma arma apontada na cabeça. Uma funcionária que conseguiu se esconder no momento da ação dos criminosos conseguiu acionar a polícia que rapidamente chegou no local.
Equipes de Rondas Ostensivas Tático-Móvel (Rotam) foram até o local e precisaram negociar com os criminosos para os reféns serem liberados, a negociação durou cerca de 40 minutos. Aos poucos os criminosos foram liberando os reféns, no primeiro momento foram liberadas as mulheres e posteriormente os homens, em dado momento os criminosos entregaram as armas, primeiro, foi um simulacro e posteriormente um revólver calibre 32.
Foram presos na ação, Gabriel Luiz Ferreira da Silva, Felipe Raylan de Lima e Felipe Moraes da Silva, nenhum teve a idade divulgada, porém, todos são maiores de idade.
Já na delegacia, uma das vítimas afirmou que a todo momento os criminosos pediam as chaves de uma Toyota SW4 e um Chevrolet S10 que estavam no estacionamento, disse ainda, que um dos suspeitos foi até a clínica por volta do meio dia, momento em que pediu para fazer um orçamento. A funcionária informou então que seria melhor que o suposto cliente voltasse no período da tarde, já que no momento não havia nenhum profissional disponível para fazer o orçamento.
Ainda de acordo com a funcionária, em dado momento, o suspeito pediu para ir ao banheiro, momento em que aproveitou para andar por praticamente toda clínica.
Existe uma suspeita de que o crime iria acontecer no momento em que um dos suspeitos foi até o local, porém, adiaram a ação devido ao pouco número de pessoas que estavam no local. Os criminosos então decidiram voltar mais tarde para cometerem o crime.
Os três suspeitos foram encaminhados para a Central de Flagrantes de Cuiabá, onde foi lavrado o Boletim de Ocorrência e posteriormente foram apresentados para o delegado plantonista que irá tomar as medidas cabíveis.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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