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UFMT entrega planilhas do novo hospital Júlio Muller e Sinfra inicia análises

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Da Redação

A equipe técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) deu início à análise das planilhas orçamentárias que integram o projeto que será utilizado como base na licitação para retomada das obras do novo Hospital Universitário Júlio Müller, que tiveram início há sete anos e nunca foram concluídas.

O material foi entregue pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) no dia 8 de agosto (quinta-feira) ao Governo do Estado. A afirmação é do secretário de Estado de infraestrutura, Marcelo de Oliveira, que participou na manhã desta segunda-feira (12.08), de audiência pública sobre o tema na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A sessão para discutir a construção da unidade hospitalar foi realizada em conjunto com o Senado Federal, sendo presidida pelo deputado estadual Paulo Araújo e o senador Wellington Fagundes. A audiência teve presença ainda do secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Allan Kardec, do vice-reitor da UFMT, Evandro Aparecido Soares, parlamentares, além de técnicos da Sinfra e da UFMT e sociedade.

Segundo o secretário Marcelo de Oliveira, as tabelas orçamentárias apresentadas pela UFMT irão passar por uma revisão na secretaria para que posteriormente seja trabalhado o Termo de Referência (TR) que culminará no edital de licitação da obra.

“A obra será licitada na modalidade do Regime Diferenciado de Contratação Integrado (RDCI), no qual a empresa será responsável pelo projeto executivo e a execução dos serviços, no preço global. Hoje temos essa planilha entregue pela universidade com os preços unitários, que servirão de base concreta para depois lançarmos o edital do RDCI”, explicou ele, acrescentando ainda que o edital trará um prazo previsto de execução da obra de 36 meses (três anos).

O titular da Infraestrutura afirmou aos parlamentares e demais profissionais presentes na audiência pública que todo o processo de retomada da obra do hospital Júlio Müller precisa ser conduzido com calma para que erros do passado não voltem a se repetir.

“Nós precisamos ter ainda a parceria dos órgãos de controle tanto federais quanto os estaduais. Se não tivermos isso será muito difícil tocar essa obra”, afirmou o Marcelo de Oliveira, conclamando o apoio inclusive do Tribunal de Contas da União (TCU).

Ao analisar a situação do convênio existente entre o Governo do Estado e a UFMT para construção do hospital universitário, o vice-reitor da universidade ponderou que a comunidade acadêmica está bastante confiante de que a obra será reiniciada e tem trabalhado para isso.

“Há uma esperança muito grande de toda a UFMT e da sociedade como um todo, porque isso foi uma proposta empenhada pelo governador Mauro Mendes para o lançamento da licitação”, destacou.

O senador Wellington Fagundes, que também conduziu a sessão pública, também vê com bons olhos a retomada da obra do hospital.

“Já conversamos com o governador, a reitora [Myriam Serra] e agora faltam apenas detalhes que a Secretaria de Infraestrutura está atualizando para colocar a obra em licitação. Um hospital com mais de 250 leitos que vai servir de ensino e de pesquisa é fundamental para Mato Grosso e para região que ele seja concluído”, avaliou.

Já o deputado estadual Paulo Araújo, que propôs a audiência, disse que o empenho da Assembleia é no sentido de debater a questão e garantir orçamento para a obra na Lei Orçamentária Anual (LOA), que será votada em breve pela Casa.

“Como prioridade é a saúde pública temos que fazer um trabalho orçamentário na LOA para terminar aquilo que estamos indicando como prioritário, entre eles o Hospital Universitário Júlio Müller”, afirmou.

Histórico da obra

As obras do novo Hospital Universitário Júlio Müller foram iniciadas em 2012, após o Governo de Mato Grosso firmar convênio com a Universidade Federal de Mato Grosso no ano de 2011. Em 2014, porém as obras do hospital foram paralisadas.

O contrato 069/2012 firmado com o Consórcio Normandia– Phoenix e Edeme, responsável pela execução da construção do hospital, foi rescindido no fim de outubro de 2014, por não cumprimento de cronograma. Apenas 9% do projeto foi executado.

O complexo Júlio Müller está sendo edificado no km 16 da rodovia Palmiro Paes de Barros, que liga a Capital a Santo Antônio de Leverger (32 km de Cuiabá), numa área de mais de 58 mil metros quadrados.

A unidade hospitalar, além de atender a população, funcionará como escola para formação de profissionais de toda área de saúde, principalmente médicos.  A previsão é que o hospital tenha cerca de 290 leitos, incluindo internação e Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“O governador orientou para que buscássemos soluções para essa obra e estamos encontrando soluções para o Hospital Júlio Müller para que a faculdade de Medicina da UFMT seja reconhecida como uma das melhores do país”, finalizou o secretário Marcelo de Oliveira. (Foto: MAYKE TOSCANO SECOM-MT)

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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