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Mauro Mendes faz nova proposta e grevistas bloqueiam ponte Sérgio Motta

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Da Redação – Jean Borsatti

Uma nova proposta para tentar dar fim a greve dos profissionais da educação foi apresentada pelo governador, Mauro Mendes (DEM).

Após um pronunciamento publicado em redes sociais, Mauro Mendes, anunciou uma nova proposta para a categoria, na ocasião, o governador afirmou que esta seria a última proposta apresentada pelo Governo do Estado para dar fim à greve que já dura quase três meses.

No vídeo, Mendes está com deputados estaduais que apoiam o governo, nele explica, que o reajuste de 7,69% cobrado pela categoria seria realizado no próximo ano, conforme a melhora dos índices do Estado em gastos com pessoal. De acordo com Mendes, o Estado está gastando 58% com folha de pagamento, a Lei de Responsabilidade Fiscal estipula que o limite máximo é de 49%.

Mendes propôs ainda, que quando o estado de Mato Grosso conseguir atingir o estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, 75% do espaço fiscal criado abaixo dos 49% serão usados para pagar o Reajuste Geral Anual (RGA) para todos os servidores, os outros 25% será utilizado para pagar os ganhos reais de algumas leis de carreira, inclusive da Educação.

Ainda de acordo com o governador, esta nova proposta irá garantir que o Governo do Estado cumpra todas as leis que estão em vigência, além disso, será criada segurança jurídica para os próximos anos.

Mendes, aproveitou o momento e agradeceu aos profissionais que retomaram os trabalhos e também fez um apelo aos grevistas, que voltem as salas de aula nesta terça-feira (06), porém, o governador não citou o risco de afastamento que os profissionais podem sofrer caso insistam com a greve.

A greve foi considerada ilegal por uma desembargadora, Maria Erotides Kneip, no último dia 30 de julho. Na segunda-feira (05), a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) orientou os profissionais a retomarem as aulas sob pena de exoneração do cargo.

Mesmo após a greve ter sido considerada ilegal, o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) informou que a greve iria continuar, uma Assembleia Geral foi realizada na segunda-feira para deliberar a respeito da determinação da desembargadora, que estipulou multa de R$ 150 mil por dia não cumprido. Na assembleia foi deliberado que os profissionais continuam paralisados.

Dados apresentados pelo Governo do Estado, apontam que 62% dos professores já retornaram as salas de aula, 38% continuam em greve.

Uma agenda de mobilização foi divulgada pelo Sintep, na agenda está prevista inúmeras paralisações, inclusive a interdição da ponte Sérgio Motta, fato que aconteceu na manhã desta terça-feira.

Um longo engarrafamento foi causado devido a interdição da ponte, na agenda divulga, estão previstos outros atos do tipo, como por exemplo, no próximo dia 8 de agosto, onde está previsto um novo ato na rodovia que dá saída para Chapada dos Guimarães, além disso, está programada uma paralisação nacional para o dia 13 de agosto.

A que tudo indica, os grevistas devem continuar no movimento, já que em assembleia foi deliberado que a greve continua, porém os servidores correm o risco de perderem seus cargos caso continuem com a paralisação.

De acordo com o Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Poder Executivo, afirma que a ausência não justificada no trabalho por mais de 30 dias consecutivos configura abandono de cargo, a pena para estes casos é de exoneração.

No parecer enviado a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (SEDUC) pelo procurador do Estado, Alexandre Apolonio Callejas, explica que a partir da decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) passou a entrar em vigor, os grevistas passaram a ter a obrigação e o dever de retomar imediatamente suas funções. Disse ainda, que o abandono do cargo é uma infração disciplinar punível com demissão e que se configurado o abandono é obrigação da administração instaurar o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para assim demitir os servidores que estão em greve.

O procurador afirmou, que apesar disso, a demissão dos servidores não pode ser utilizada como moeda de troca, ou seja, a administração se torna obrigada a solicitar a instauração do PAD e posteriormente realizar a demissão dos funcionários que abandonaram o cargo.

Além do estatuto, o procurador falou em relação ao artigo 323 do Código Penal que estabelece crime o abandono de função pública, a pena, varia de 15 a um ano de prisão e ainda multa.

 

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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