Mato Grosso

Mesmo após liminar de desembargadora, greve dos profissionais da educação continua

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Mato Grosso

Da Redação – Jean Borsatti

Após o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), afirmar que não daria o reajuste exigido pelos grevistas e que cumpriria a Lei de Responsabilidade Fiscal, a desembargadora Maria Erotides Kneip, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, declarou que a greve é ilegal e determinou que o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) retomasse as aulas em um prazo de até 72 horas.

De acordo com a determinação da magistrada, caso não seja cumprida, o sindicato deverá pagar uma multa de R$ 150 mil por dia de descumprimento, a decisão foi proferida na tarde desta terça-feira (30).

Ainda de acordo com a decisão, a desembargadora reiterou os argumentos utilizados pelo governo do Estado para negar o reajuste, ressaltou os impedimentos legais que o governador enfrenta para dar o reajuste salarial da categoria. De acordo com Maria Erotides, o Estado já extrapolou o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. “Ocorre que, diante da extrapolação do limite de gastos com pessoal, há expressa vedação legal para aplicação de quaisquer reajustes ao funcionário público.” Escreveu a desembargadora.

Além disso, afirmou ainda que a negativa do Poder Executivo Estadual em conceder os aumentos salariais tem total respaldo no dispositivo legal. A desembargadora levou em conta ainda o relatório produzido pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) no qual afirma que a situação irregular que o Estado vivencia não é inovação da atual gestão, segundo o relatório, os gastos excessivos com pessoal são frutos de administrações passadas que não observavam a Lei de Responsabilidade Fiscal.

A desembargadora determinou ainda, que em 15 dias o sindicato deverá apresentar um calendário para reposição de aulas, além disso manteve a proposta ofertada pelo Executivo Estadual que foi proposta durante audiência de conciliação, na ocasião, o governo propôs pagar os dias descontados dos profissionais que aderiram à greve.

O OUTRO LADO

O Sintep-MT, divulgou uma nota na qual afirma que tomou conhecimento da decisão da magistrada. Na nota o sindicato afirma que a decisão liminar causa insegurança jurídica na medida em que autoriza o descumprimento da lei. “Consideramos que a decisão liminar causa insegurança jurídica na medida em que autoriza, por via obliqua, o descumprimento da lei válida e eficaz.” Afirma a nota.

O sindicato afirmou ainda que a decisão não muda em absolutamente nada a luta da categoria, disse ainda que a greve é por tempo indeterminado e somente será suspensa após uma decisão realizada em conjunto através de uma Assembleia Geral.

Um Conselho de Representantes da categoria foi convocado para os dias 03 e 04 de agosto e um ato público está previsto para o dia 05, de acordo com a nota, o ato público pode ser convertido em Assembleia Geral, porém isso só irá acontecer se o Executivo Estadual apresentar uma proposta que não vá de encontro com as conquistas da categoria, nas quais são estabelecidas na Lei 510/2013, além disso, o Governo terá de pagar de forma imediata os salários cortados dos grevistas.

A nota destaca ainda, que toda decisão judicial é cabível de recurso e que assim que for intimado o Sintep-MT apresentará os devidos recursos, a nota afirma que o sindicato está confiante que a Justiça cassará a liminar.

O Sintep-MT lembrou ainda que ao longo dos 54 anos de existência, todas as greves foram consideradas ilegais, com exceção de 2013 que após uma liminar a Justiça suspendeu após sessenta e sete dias, nesta ocasião foi apresentado um projeto que resultou na Lei 510/2013.

 

 

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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