Mato Grosso
I Feira Mulheres em Campo promove autonomia econômica à trabalhadora rural
Mato Grosso
Da Redação
Contribuir para a inclusão produtiva e a promoção da autonomia econômica à trabalhadora rural, foi o objetivo da ‘I Feira Mulheres em Campo’ realizada na tarde de segunda-feira (22/07), no pátio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande. Um programa especial realizado pela Prefeitura de Várzea Grande em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) e o Sindicato Rural de nossa Senhora do Livramento.
“Esta foi a primeira vez que Várzea Grande realizou uma feira da agricultura familiar organizado exclusivamente por mulheres do meio rural. A iniciativa busca contribuir para o enfrentamento dos problemas relacionados à questão de gênero na sociedade dando incentivo, visibilidade e formando agricultoras familiares. A ‘I Feira Mulheres em Campo’ atende às demandas históricas dos movimentos sociais ligados às mulheres que residem no campo”, destacou a secretária municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Helen Farias Ferreira.
“Com foco e dedicação elas superam desafios para aproveitar as oportunidades de crescimento pessoal e profissional. Quem reside no meio rural, ainda precisa de acesso ao conhecimento para contribuir mais com o sucesso das propriedades”, enfatiza a instrutora e engenheira ambiental Kamila Barros. “Nós trabalhos seis módulos que envolvem empreendedorismo, planejamento, gestão financeira, habilidades e desenvolvimento pessoal. Ao final do curso é perceptível que essas mulheres possuem competência, capacidade de superação, de fazer mais de uma atividade ao mesmo tempo, possuem sensibilidade, jogo de cintura e determinação. Essas são algumas das características que impulsionam as mulheres a ocuparem, cada vez mais, novos espaços, no campo e na cidade”, destacou a engenheira.
Segundo o coordenador de Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande, Everton Navarro, o programa Mulheres em Campos criado pelo Senar-MT, busca despertar o interesse pela gestão e, assim, ampliar o protagonismo feminino na administração das propriedades rurais. “O programa desenvolve competências de empreendedorismo e gestão, orienta na descoberta do potencial de cada participante e da propriedade, ensina a planejar e a transformar uma atividade em negócio. Durante os encontros, as mulheres participam de discussões, dinâmicas, atividades de grupo, realizam atividades individuais e com suas famílias. Também fazem estudos de caso e outras formas de exposição, que tornam o aprendizado mais efetivo e interessante”, completou o coordenador.
Um exemplo é Juranil Batista de Arruda, de acordo com a dona de casa e produtora rural, muitos dos produtos ensinados no curso já eram de seu conhecimento porém como precessa-los, ter cuidado com a higiene ou mesmo a embalagem e o trato com o cliente foram fundamentais para ela. “É preciso fazer pesquisa de mercado tanto na aquisição dos produtos quanto na venda. É preciso saber tratar o cliente, dar boa apresentação ao produto e não desperdiçar ingredientes. Tudo isso interfere no nosso rendimento”, explicou.
Rozângela Vilela é servidora pública e não vê a hora de se aposentar para morar em sua chácara e trabalhar com derivados de leite. “Aprendi e já estou vendendo queijos. Não vejo a hora de ser independente. Esse curso me ajudou muito”, declarou. A moradora do campo Lucineia Vieira, que nunca trabalhou fora também recomenda o curso. “Foi ótimo não somente como empreendedora, mas para socializar. Eu não saía muito e tinha poucas amigas, agora além de poder contribuir com o rendimento da família, fiz várias amizades”.
As participante da ‘I Feira Mulheres em Campo’ pertencem à comunidade rural de São José do Vista Alegre, em Várzea Grande, e, comercializaram: doce de leite, cocada, queijo, biscoitos de maisena e fubá, bolos de potes, salgados, sucos naturais, rosca húngara, paçoca de pilão, entre outros.
“Este programa é especial, pois tem como foco o público feminino de pequenas propriedades rurais de Várzea Grande. Nas oficinas, essas mulheres desenvolvem competências de empreendedorismo e de gestão, visando o desenvolvimento pessoal e da propriedade rural onde residem. Por exemplo, elas aprendem a planejar, levantar custos de produção, como comercializar e o que produzir. Ao final das oficinas as participantes tiveram a oportunidade de expor seu trabalho em uma feira para que todos pudessem adquirir seus produtos”, completou a secretária municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Helen Farias Ferreira.
Mato Grosso
Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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