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Bolsonaro visita pela primeira vez o Mato Grosso após sua posse

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da Redação

O Presidente da República Jair Messias Bolsonaro desembarcou em Barra do Garças (550 km de Cuiabá) por volta das 8h onde se encontrou com o governador de Mato Grosso Mauro Mendes e o governador de Goiás Ronaldo Caiado. Um grupo de morador foi recepciona-lo, o presidente conversou com algumas pessoas e carregou uma criança nos ombros.

No Dia Mundial do Meio Ambiente, Bolsonaro lançou o projeto “Juntos pelo Araguaia”, programa que visa a recomposição florestal, ações de saneamento básico, assim como a conservação do solo e da água da região.

Bolsonaro afirmou em discurso que este momento é o maior exemplo que o Brasil pode dar ao mundo que o país está preocupado com o meio ambiente. “Esse momento da revitalização da bacia do Araguaia, bem como outras que teremos pela frente, é o maior exemplo que podemos dar ao mundo que estamos, sim, preocupados com o meio ambiente, mas também perfeitamente casados com a economia, com o que se desenvolve nessa região. A primeira missão nossa é não atrapalhar quem quer produzir”, afirmou o presidente em seu discurso. Jair Bolsonaro emendou seu discurso falando do que ele chamou de “indústria da multa” em referência as multas ambientais que segundo os produtores se tornaram comuns.

Na ocasião foi assinado um acordo de cooperação pelos ministérios da Casa Civil, Agricultura, Pecuária, Abastecimento, Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional juntamente com as Secretarias de Estado de Meio Ambiente dos estados de Mato Grosso e Goiás que garante a criação do fundo de conversão das multas.

Bolsonaro assinou ainda um protocolo de intensões juntamente com os governadores Mauro Mendes e Ronaldo Caiado que tem como objetivo mostrar o empenho do governo federal com a região, através do projeto.

A bacia hidrográfica do Rio Araguaia percorre quatro estados brasileiros, em seus 2.115km de extensão apresenta uma biodiversidade riquíssima.

A revitalização do Rio Araguaia foi um compromisso assumido por Mauro Mendes juntamente com o governador do estado vizinho “Estamos unidos por este rio e por este ideal para que possamos preservar aquilo que ao longo de tantos anos foi afetado na preservação do meio ambiente” afirmou o governador mato-grossense.

Mendes disse ainda que o estado tem colaborado com a balança comercial do país de forma substancial por ser o maior produtor de alimento do Brasil.

Os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente), Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional) Tereza Cristina (Agricultura) e parlamentares acompanharam o presidente na visita. Após a solenidade de abertura a comitiva presidencial se dirigiu para um almoço comemorativo de lançamento do projeto, onde o presidente Jair Messias Bolsonaro foi homenageado pelos vereadores de Barra do Garças onde ganhou o título de cidadão barra-garcense, a mesma homenagem foi concedida ao governador Mauro Mendes.

Um forte esquema de segurança foi montado para a visita do presidente da república, a marinha por exemplo, proibiu a circulação de embarcações enquanto Bolsonaro esteve em Goiás, já no Mato Grosso centenas de homens da Polícia Militar e do Exército fizeram a segurança do presidente.

Bolsonaro é o quarto presidente a fazer uma visita no Araguaia e é a primeira vez que visita a região após tomar posse como Presidente da República, seu vice Hamilton Mourão esteve visitando o Mato Grosso em janeiro, quando foi a cidade de Sorriso (398 km da capital) fazer o lançamento da safra, onde se reuniu com lideranças do agronegócio e manifestou o apoio do governo para a construção da Ferrovia Ferrogrão que ligará o norte mato-grossense ao porto de Miritituba no Pará.

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Após acordo, redução de tributos sobre combustíveis vai à sanção

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O Plenário do Senado aprovou um projeto de lei complementar com redução de alíquotas de tributos federais sobre a importação, a produção e a comercialização de óleo diesel rodoviário, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação. Fruto de amplo acordo entre governo e Congresso, o PLP 114/2026 teve 61 votos a favor e 2 contrários. A relatora foi a senadora Teresa Leitão (PT-PE).

O projeto foi apresentado como maneira de reduzir o impacto da guerra entre Estados Unidos e Irã nos preços desses combustíveis. Agora segue para sanção da Presidência da República. No texto aprovado, há também incentivos para produção de fertilizantes e para a Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027.

— O objetivo desse projeto de lei complementar é estabelecer regras para renúncias de receitas destinadas a mitigar os impactos econômicos causados pelo choque no mercado internacional de energia decorrente do conflito no Oriente Médio e conceder benefícios tributários relacionados à política nacional de minerais críticos e estratégicos, ao programa de desenvolvimento da indústria de fertilizantes e à realização da Copa Feminina — resumiu a relatora, que é líder do governo no Senado.

Segundo o Executivo, a perda de arrecadação será compensada pelo aumento da receita da União no setor de combustíveis, que ocorreu com o aumento do preço do barril do petróleo após o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã em fevereiro deste ano. Somente entre janeiro e março de 2026, a arrecadação federal com petróleo e gás natural chegou a R$ 28 bilhões, contra R$ 9 bilhões no mesmo período do ano passado. 

O projeto foi apresentado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), mas teve vários temas incluídos no texto, após a negociação entre Congresso e governo na manhã desta quarta-feira (12)

Combustíveis

Entre as mudanças, há medidas para proteger o setor de biocombustíveis e os produtores rurais. Pelo texto aprovado, qualquer medida de redução tributária sobre combustíveis fósseis, inclusive por meio de subvenção, deverá manter a diferenciação competitiva em favor do biocombustível. A diferença deverá ser equivalente à praticada antes da guerra no Irã, tanto em termos percentuais quanto absolutos por unidade de medida.

Se a tributação federal da gasolina cair 30% ou mais, as alíquotas do etanol serão reduzidas a zero. Neste ano, o governo concederá subvenção de R$ 1,2 bilhão aos produtores de etanol hidratado para garantir a diferenciação nos preços da gasolina e do etanol. 

Produtores de etanol, inclusive cooperativas, poderão compensar até R$ 750 milhões em débitos com a Receita Federal. A compensação será feita por meio de saldos credores da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins. 

Produtores rurais

Entre as medidas para os produtores rurais, haverá redução de 50% para 30% no limite da receita com exportação para que a empresa possa se enquadrar na suspensão do pagamento do IBS e da CBS. A União poderá conceder até R$ 5 bilhões em créditos fiscais para a produção de fertilizantes, matérias-primas, remineralizadores e bioinsumos entre 2027 e 2031.

Os créditos serão de até R$ 1 bilhão por ano. O valor corresponderá a até 20% dos gastos com produção de fertilizantes e matérias-primas em território nacional. As mercadorias destinadas a projetos de desenvolvimento da indústria de fertilizantes e matérias-primas ficarão isentas do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante. A renúncia de receita deverá ser de até R$ 200 milhões por ano.

Hospital, Copa Feminina e minerais

A proposta também estipula regras para a destinação de recursos a hospitais inteligentes de alta complexidade e concede benefício fiscal para a Fifa durante a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, sediada no Brasil. Traz também incentivos para o setor de minerais raros e estratégicos.

— No caso da Copa do Mundo Feminina, a experiência da Copa de 2014 demonstra como a concessão de benefícios fiscais específicos pode ser necessária para viabilizar o evento, contribuindo para a melhoria da imagem do Brasil no exterior. Ademais, uma Copa Feminina bem-sucedida certamente constituirá um incentivo ao desenvolvimento dessa modalidade esportiva, ainda pouco popular no país. Já o desenvolvimento da indústria nacional de fertilizantes e a extração de minerais críticos é claramente de interesse estratégico para o Brasil — argumentou Teresa Leitão.

Tema

Medidas previstas no PLP 114/2026

Combustíveis

Desoneração excepcional em 2026 para diesel, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação. 

Etanol

Se a gasolina tiver redução forte, o etanol deve manter sua vantagem competitiva (subvenção de até R$ 1,2 bilhão). 

Crédito de etanol

Saldos de PIS/Cofins podem ser usados para compensação, com teto de R$ 750 milhões em 2026. 

Agro

Adia o pagamento do IBS/CBS para operações com produtos agropecuários in natura. 

Exportadoras

Cai de 50% para 30% o percentual mínimo de exportação para enquadramento como empresa “preponderantemente exportadora”. 

Fertilizantes

Crédito fiscal até 2031, com limite anual de R$ 1 bilhão. 

Frete

Afastamento do adicional no frete de mercadorias destinadas a projetos de fertilizantes, entre 2027 e 2031.

Com Agência Câmara

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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