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Mendes diz que tomará medidas para reabertura da Santa Casa após Prefeitura não apresentar solução

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Temos equipamento de Saúde Pública, contratualizado com Cuiabá, que presta serviços de alta e média complexidade, porém está fechado

 

Da Redação

Em conversa com a imprensa, na tarde de quarta-feira (24), o atual governador de Mato Grosso Mauro Mendes (DEM) disse que até semana que vem irá analisar um plano de viabilidade para a reabertura da Santa Casa de Misericórdia, fechada desde o dia 11 de março deste ano.

Segundo Mendes, o dever de apresentar uma solução para a reabertura da instituição é da Prefeitura de Cuiabá, mas as providências para a unidade voltar ao seu funcionamento não foram tomadas.

“O Município é o gestor pleno e possui os contratos para serviços prestados, mas estamos nos propondo a apresentar uma proposta para a reabertura da Santa Casa na semana que vem. A conclusão a sociedade que faça” afirmou o democrata.

O encarregado por apresentar o plano de viabilidade, segundo Mendes, é o secretário de Saúde de Mato Grosso Gilberto Figueiredo (PSB), que deve apresentar uma proposta que preserve o dinheiro público.

“Temos equipamento de Saúde Pública, contratualizado com Cuiabá e que presta serviços de alta e média complexidade, porém está fechado e o Município não tomou as medidas cabíveis. Nós faremos”, afirmou Mauro Mendes, sem citar o nome do atual prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB).

“A solução nem eu sei qual vai ser. Vamos esperar os técnicos estudarem, mas garanto que vamos tomar a melhor decisão”, completou o Governador.

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Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

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O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.



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