Política

Dólar se aproxima dos R$ 4 com receio sobre Previdência

Publicado em

Política

Da Redação

Uma  espécie de “tempestade perfeita” faz o dólar disparar nesta quarta-feira, 14, se aproximando muito dos R$ 4. Às 14h45, a moeda americana era cotada a R$ 3,98, alta de 1,54%, alta motivada por uma conjunção de fatores, desde temores com a tramitação da reforma da Previdência daqui pra frente, até a divulgação da nova pesquisa CNI/Ibope.

Paralelamente, no exterior, os investidores estão receosos com as persistentes incertezas sobre os desdobramentos do Brexit, no Reino Unido. A imprensa inglesa relata que as negociações entre os conservadores e trabalhistas no Parlamento britânico podem estar próximas de um “colapso”. Já no lado continental da Europa, indicadores fracos da Alemanha ajudam a enfraquecer o euro, que bateu hoje no nível mais baixo desde junho de 2017.

No mercado doméstico, o dólar renovou máxima na última hora, a R$ 3,9937. Às 14h45, operava em alta de 1,54%, cotado em R$ 3,9827. A alta do dólar aqui só é menor que na Argentina, onde a moeda americana sobe 2,8%. 

Nas mesas de operação, os operadores destacam que a tramitação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi mais demorada que o esperado e o governo precisou ceder, o que não é o mais comum. Por isso, a expectativa é de tramitação difícil na comissão especial, próxima etapa da reforma no Congresso.

Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou fechamento de 43 mil vagas no mês passado. Essa notícia, aliada à divulgação pela Receita Federal de queda real de 0,58% na arrecadação de março, que somou R$ 109,8 bilhões, fazem analistas acenderem o sinal amarelo para a recuperação da economia brasileira.

Bolsa

No mercado de capitais, o impacto disso tudo é um índice Ibovespa operando em queda, aos 94.551 pontos, em queda de 1,43% às 15h. As ações da Vale eram destaques de queda, recuando 3%, por conta da queda do minério no mercado internacional. Na China, a commodity caiu 1,04%. As bolsas em Nova York também recuam, com o Nasdaq perdendo 0,14%, o S&P 500 cedendo 0,18% e o Dow Jones caindo 0,20%. Na renda fixa, os contratos de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 eram negociados em 8,710% ante 8,652% do ajuste de ontem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://economia.estadao.com.br/noticias/mercados,bolsa-ibovespa-opera-em-queda-com-exterior-misto-pesquisa-ibope-e-atividade-fraca,70002802398

Foto: Estadão

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

CMO aprova crédito extra para atender vítimas de desastres climáticos

Publicados

em


A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou na terça-feira (11) uma medida provisória e um projeto de lei que abrem créditos extras de R$ 330 milhões no Orçamento de 2026. A maior parte dos recursos será usada para enfrentar as consequências de desastres climáticos.

A medida provisória (MP 1.356/2026) liberou R$ 305 milhões para atender famílias atingidas por fortes chuvas nas Regiões Sul e Sudeste entre janeiro e abril, além de combater os impactos da estiagem no Norte e no Nordeste do país.

O governo informou que os desastres afetaram aproximadamente 5 milhões de pessoas, das quais 203 mil estavam em situação de deslocamento forçado em cerca de 1.240 municípios das cinco regiões do país.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), relatora da MP, foi favorável ao texto, mas cobrou do governo mais planejamento para enfrentar as mudanças climáticas, dizendo que “governar pela exceção virou rotina”.

“Há tempo demais o governo brasileiro insiste em tratar como imprevisível aquilo que se repete a cada ano. Governa-se pela urgência e pela exceção, pelo crédito aberto às pressas depois que a tragédia já bateu à porta, quando o dever de quem cuida do Orçamento seria antecipar o que o calendário e a própria ciência há muito anunciam”, alertou.

A senadora lembrou que o governo editou 21 medidas provisórias de crédito extraordinário neste ano, no valor total de R$ 95,4 bilhões. Ela também criticou medidas relativas a subsídios e linhas de crédito.

O governo tem justificado as medidas de subsídios aos combustíveis para minimizar o impacto nos preços em razão da guerra no Oriente Médio. Os créditos extraordinários não afetam a meta fiscal do governo (que é de um superávit de R$ 34,3 bilhões), mas elevam a dívida pública.

A medida provisória será votada agora nos Plenários da Câmara e do Senado.

Agências reguladoras

A outra proposta aprovada na CMO na terça (PLN 15/2026) abre crédito suplementar de R$ 24,4 milhões para atender despesas administrativas das agências reguladoras Antaq (transportes aquaviários), Aneel (energia elétrica), ANM (mineração), Anvisa (vigilância sanitária) e ANA (águas).

O deputado Mauro Benevides Filho (União-CE), que leu o relatório do projeto de lei do Congresso, explicou que o crédito é resultado de remanejamentos de despesas no Orçamento.

O projeto será votado em sessão conjunta do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA