Política

Plenário do STF tem maioria de decisões a favor da Lava Jato em processos não nominais

Publicado em

Política

Apesar de ter legislado em decisão desfavorável ao andamento da Operação nesta semana, votações anteriores envolvendo prisão em segunda instância e redução do foro privilegiado foram favoráveis para julgamentos

 

Da Redação

 

 

Apesar da decisão do Supremo Tribunal Federal do início da noite desta quinta-feira, 14, em não desvincular investigações de caixa 2 com crimes de corrupção e lavagem de dinheiro associados à prática, que serão encaminhados à Justiça Eleitoral, mais branda que a Justiça Federal, o STF acabou decidindo favoravelmente à Operação Lava Jato em votações anteriores.

Analisando quatro votações em plenário, duas referentes à prisão após condenação em segunda instância, em fevereiro e outubro de 2016, uma em relação à redução do foro privilegiado, dividida em novembro de 2017 e maio de 2018, e a decisão de março de 2019, somente a última tem viés desfavorável ao andamento da Operação Lava Jato. Este é considerado o mais grave por especialistas, pois pode interferir diretamente em julgamentos de nomes fortes da política.  

Vale lembrar que a análise das votações em plenário não condiz com decisões monocráticas referentes a pedidos de habeas corpus tomadas por ministros que favoreceram políticos, muitas delas protagonizadas polemicamente pelo ministro Gilmar Mendes. 

Confira quais ministros votaram a favor e contra a Lava Jato em decisões no plenário

Fevereiro/2016: Prisão após condenação em segunda instância

A favor da Lava Jato: Teori Zavascki (falecido em janeiro de 2017), Luís Roberto Barroso, Luiz Edson Fachin, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. 

Contra a Lava Jato: Rosa Weber, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski

Outubro/2016: Prisão após condenação em segunda instância

A favor da Lava Jato: Luiz Edson Fachin, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Teori Zavascki (falecido em janeiro de 2017). 

Contra a Lava Jato: Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Rosa Weber

Novembro/2017:Redução do foro privilegiado

A favor da Lava Jato: Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Luiz Edson Fachin, Luiz Fux, Celso de Mello

Contra a Lava Jato: Alexandre de Moraes (substituto de Teori)

Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli na sessão de Maio/2018

Março/2019: Caixa 2 e correlatos na Justiça Eleitoral 

A favor da Lava Jato: Rosa Weber, Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Luiz Edson Fachin

Contra a Lava Jato: Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Dias Toffoli, Celso de Mello e Alexandre de Moraes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,plenario-do-stf-tem-maioria-de-decisoes-a-favor-da-lava-jato-em-processos-nao-nominais,70002755996

Foto: André Dusek/Estadão

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

Publicados

em


O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA