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Arrecadação soma R$ 155,62 bi em janeiro, a maior para o mês desde 2014

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Aumento real foi de 12,57% na comparação com o arrecadado em dezembro e de 10,12% ante janeiro de 2017

Da Redação

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 155,619 bilhões em janeiro, um aumento real (já descontada a inflação) de 12,57% na comparação com o arrecadado em dezembro e de 10,12% ante janeiro de 2017. Esta é terceira alta real consecutiva e a maior para o mês de janeiro desde 2014.

Em janeiro do ano passado, a receita somou R$ 137,392 bilhões, alta real, descontada a inflação, de 0,79% na comparação com igual mês de 2016. Já em dezembro, o montante foi de R$ 137,84 bilhões, aumento real de 4,93% em relação ao mesmo mês de 2016. Ao descontar a inflação, as receitas em 2017 tiveram a primeira elevação desde 2013 (4,08%). No ano passado, o valor arrecadado foi de R$ 1,342 trilhão, um aumento real de 0,59% na comparação com 2016. O valor foi o maior em um ano desde 2015.

De acordo com o chefe de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, o crescimento reflete a melhoria da atividade econômica, principalmente o desempenho da indústria, comércio e serviços e da massa salarial. “A arrecadação está crescendo em linha com a atividade econômica e deve ter tido desempenho um pouco superior ao do PIB em 2017”, afirmou. “Ainda é cedo para falarmos projeções para 2018.”

Já o especialista em contas públicas Fabio Klein, da Tendências Consultoria Integrada, lembra que, em outubro, a arrecadação só recuou em termos reais por causa do impacto da receita com o programa de repatriação, elevando a base de comparação. “Retirando os efeitos da repatriação, desde agosto a arrecadação tem avanço real.”

A retomada econômica em andamento e a sazonalidade favorável deram impulso para a arrecadação no mês passado, conforme economistas. Normalmente neste período há entrada de tributos como Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Malaquias ainda ressaltou a elevação na arrecadação com o PIS/Cofins sobre combustíveis, que subiu R$ 1,314 bilhões em relação a janeiro de 2017, após o aumento na alíquota no tributo no ano passado. Além disso, destacou as medidas adotadas pela Receita Federal para a cobrança de devedores, entre eles os que aderiram ao Refis, regularizaram a situação a fiscal e voltaram a ficar inadimplentes com a Receita Federal. Outros contribuintes cobrados pelo fisco foram os integrantes do Simples com dívidas com a Receita – essas duas ações foram responsáveis pelo recolhimento de R$ 1,57 bilhão em janeiro, de acordo com o órgão. 

A pesquisadora Vilma Pinto, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), reforça ainda que a receita costuma ser mais elevada pois no período há tributação do décimo terceiro salário pago em dezembro.

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Fabio Motta/Estadão

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Petrobras anuncia descoberta de petróleo na Foz do Amazonas

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A Petrobras informou nesta sexta-feira (14) que identificou a presença de hidrocarbonetos em poço exploratório em perfuração no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, na margem equatorial brasileira. 

Os hidrocarbonetos são obtidos principalmente do petróleo e do gás natural, servindo como matéria-prima essencial para combustíveis, plásticos e borrachas.

O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) está localizado a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá, em lâmina d’água de 2.886 metros.

“Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje [sexta-feira]. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

De acordo com a Petrobras, o intervalo portador de hidrocarbonetos foi constatado por meio de perfis elétricos e indicativos em rocha. 

“As operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”, informou a estatal.

A atuação da Petrobras no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia da companhia de recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração em áreas de fronteira, visando ao atendimento à demanda nacional de energia durante a transição energética justa.

A Petrobras é a operadora do bloco e detém 100% de participação na área. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob o regime de concessão.



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