Mato Grosso
União dos Poderes Legislativos de Cuiabá e VG: parlamentares definem trabalhos
Mato Grosso
Na manhã de ontem, 14, a Câmara Municipal de Várzea Grande foi prestigiada pela visita do presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Juca do Guaraná Filho (MDB). Juca foi recebido pelo dirigente da Casa de Leis do município várzea-grandense, Fábio José Tardin – Fabinho (DEM).
Na opinião de Fabinho, é uma honra receber Juca do Guaraná nas dependências do Parlamento de VG, principalmente porque o parlamentar – destacou – “veio sublinhar a intenção de estabelecer trabalho conjunto entre as instituições políticas em prol da população e cidades (Cuiabá e Várzea Grande). É, sem dúvidas, uma parceria gratificante, e estamos prontos a somar na mesma proporção”, disse.
Fabinho explicou que esse intercâmbio de informações, com base em experiências mútuas à frente dos Parlamentos Municipais, faculta visualizar soluções para demandas persistentes em vários aspectos das duas maiores cidades do Estado. “Várzea Grande e Cuiabá são centros praticamente intrínsecos, em visível passo modernista e futurista. Sendo assim, é fundamental implementar roteiros precisos no sentido de que esse desenvolvimento dos municípios seja sequencial e garanta firmeza para os próximos tempos”.

Secom

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Fabinho ainda lembrou que, na Legislatura passada, houve audiências públicas conjuntas da Câmara de VG com a Câmara de Cuiabá, na época presidida pelo então vereador Misael Galvão. “Fizemos audiências públicas na Casa de Leis da capital. Doravante, ampliaremos ideias para estabelecer novos avanços promissores às duas maiores cidades de MT”.
JUCA: “UNIÃO DE FORÇAS SEMPRE ACARRETA BENEFÍCIOS GERAIS”
Para o presidente da Câmara de Cuiabá, Juca do Guaraná Filho, os municípios de Várzea Grande e Cuiabá sempre marcharam juntos, estabelecendo linha harmônica de ações comunitárias, ao longo dos tempos.
“Ao visitar hoje (14) o colega Fabinho, reafirmamos essa aliança natural, trajeto de cunho parceiro entre essas instituições. É fato que a união de Poderes acarreta força dobrada em qualquer iniciativa popular. A Casa de Leis de Várzea Grande pode contar assim com nosso integral apoio, a fim de alavancarmos mais iniciativas que vão ao encontro das expectativas de ambas as populações. Várzea Grande e Cuiabá são divididas apenas por pontes, mas têm um único coração fraterno”, disse o presidente do Legislativo da capital mato-grossense.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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