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NICO BARACAT: ilustre várzea-grandense que deixou eternas saudades em sua gente

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Data do nascimento de NICO BARACAT (ontem, 10) foi tema de lembranças saudosas em cada coração. Foi no território várzea-grandense que NICO BARACAT traçou estratégias de ações inéditas, capazes de encampar benefícios sociais ainda impensados por outros militantes na política e em campos sociais distintos.

Na interpretação geral de quantos tiveram o privilégio de conviver com Nico, sua maior preocupação era acolher pessoas. No entendimento geral, Nico foi visionário de genuína sensibilidade humana; exemplarmente, primou conceitos de solidariedade ao próximo, calcando alicerces desenvolvimentistas no município e MT afora.  Daí o impacto emocional de sua partida precoce e a perpetuidade do homem com o coração generoso e solidário

Da Redação

O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), registrou em suas redes sociais nesta quinta-feira (10) o aniversário de nascimento de seu pai, ex-deputado estadual Nico Baracat, cuja partida trágica causou comoção em MT. Nico é considerado um dos ícones da história política de Várzea Grande e do próprio Estado. Ele completaria 60 anos de idade nessa data, e não foram poucos os várzea-grandenses que relembraram suas ações parlamentares e o jeito decisivo de ultimar trabalhos em prol do coletivo social.

“Muitas saudades”, resumiu o prefeito Kalil Baracat ao rememorar os tempos de convívio com seu pai, pessoa de extremo carisma e liderança comunitária nata. “Se estivesse entre nós, meu pai completaria 60 anos. Apesar de fazer quase nove anos que se foi, ainda sinto sua presença forte em minha vida. A ele e à minha mãe, Cleonice, agradeço pelo dom da vida e pelos ensinamentos. Se hoje estou aqui, é por sua causa. Gratidão, enfim, é a palavra simples que expressa meus sentimentos”.

Na análise do jornalista Laerte Lannes, Nico Baracat representa a continuidade do brilho político que sempre norteou sua família. “Sua mãe, a ex-prefeita Sarita Baracat, pessoa ilustre e dinâmica, deixou idêntico legado de trabalho em prol da população. Qual várzea-grandense não tem admiração pela nobre Sarita? O mesmo acontece com seu filho, o brilhante Nico Baracat, um dos destaques de atuação na Assembleia Legislativa de MT. Hoje, temos o prefeito Kalil Baracat no comando do Paço Municipal de VG, sequenciando essa nobre tradição familiar. Decididamente, o município se encontra sob os cuidados de mãos zelosas e sensíveis para gerar melhor qualidade de vida à população e melhorias gerais na sede do município e distritos”.

Lannes também confessou ser difícil descrever, “em gênero e grau”, a importância do desempenho parlamentar e social de Nico Baracat na vida dos várzea-grandenses. Destacou que teve o privilégio de conhecer e, também, conviver.

“Ao partir, ele deixou inegável vácuo saudosista, de extrema orfandade, no coração de todos nós. Afinal, estamos falando de alguém que focou sua existência exemplar em beneficiar seus semelhantes, trabalhando intensivamente nas esferas políticas e em outros segmentos. A palavra “desistir” não existia no seu vocabulário, pois perseverar a substituía espontaneamente na sua militância parlamentar aguerrida. Muitos serviços e obras públicas que hoje existem se devem a esse empenho de Nico Baracat”, afirmou o o jornalista Laerte Lannes.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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